Pouso foi em uma plantação próxima a um condomínio aeronáutico. Piloto e passageiro não ficaram feridos.

Um monomotor fez um pouso de emergência no meio de uma plantação de eucaliptos na manhã desta quarta-feira (15), em uma área próxima a um condomínio aeronáutico, em Salto de Pirapora (SP).

O monomotor tinha acabado de decolar quando perdeu sustentação. O avião desceu no meio da plantação e ficou “encaixado” entre os eucaliptos, a 45º do solo.

O piloto, de 71 anos, e o passageiro, de 65, não ficaram feridos. Eles não quiseram dar entrevista.

Segundo os bombeiros, o monomotor decolou da pista de uma fazenda aeronáutica que fica a aproximadamente 2 quilômetros do ponto onde o avião desceu.

O monomotor teve danos na asa, na cauda e no trem de pouso. De acordo com a Anac, a aeronave modelo Cessna, prefixo PR-WLL, pertence a uma empresa e está com a documentação regular.

Um funcionário do condomínio, que não quis se identificar, disse que o piloto teve sorte na manobra, já que os eucaliptos serviram como um “colchão” para amortecer a queda e evitar que o avião caísse de bico.

Não há informações sobre o que aconteceu para o monomotor perder altitude. As causas do incidente devem ser investigadas.

Monomotor foi parar no meio de plantação em Salto de Pirapora (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)

Monomotor foi parar no meio de plantação em Salto de Pirapora (Foto: Ana Carolina Levorato/G1)

Coleta de dados

Em nota, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que quatro investigadores do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) foram até o local no fim da tarde para realizar a ação inicial da ocorrência.

O órgão coletou dados, fotografou o avião, retirou partes da aeronave para análise, reuniu documentos e ouviu relatos de pessoas que possam ter testemunhado a queda para evitar novos acidentes.

Não há um prazo para a conclusão do laudo que vai apontar as causas da queda. Segundo o Cenipa, pode ser que seja necessário retornar ao local nesta quinta-feira (17) e encaminhar algumas peças para análise no exterior, o que atrasaria o trabalho.

Ainda de acordo com o órgão, a responsabilidade pela retirada do monomotor do local é do proprietário da aeronave.


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