Cemitério Municipal São João Batista virou esconderijo para usuários de drogas.

A Prefeitura de Rio Claro (SP) contratou vigilantes armados para tomar conta do cemitério municipal, que tem sido alvo de vândalos e ladrões.

No local há túmulos sem argolas, faltam placas e os vasos foram arrancados. Apesar de não existir uma estatística das ocorrências, os furtos e a depredação são comuns.

Os alvos principais são as peças de bronze. Além disso, o Cemitério Municipal São João Batista virou esconderijo para usuários de drogas.

Principais alvos dos vândalos são as peças de bronze dos túmulos do cemitério de Rio Claro (Foto: Ronaldo de Oliveira/EPTV)

Principais alvos dos vândalos são as peças de bronze dos túmulos do cemitério de Rio Claro (Foto: Ronaldo de Oliveira/EPTV)

Segundo o diretor de administração do cemitério, Sérgio Christofoleti, há dois meses a Guarda Civil Municipal (GCM) localizou com o canil uma grande quantidade de drogas no local. “A GCM chegou a abordar algumas pessoas, mas a maioria dos usuários já havia ido embora”, disse.

Medidas de segurança

No começo do ano, a prefeitura já tinha tomado algumas medidas para reforçar a segurança. A administração intensificou a ronda da GCM do lado de fora e restringiu o acesso aos visitantes. Dos quatro portões de entrada, três permanecem fechados.

Mas as medidas não resolveram o problema. Por isso, a contratação de vigilantes armados é a mais nova tentativa de diminuir a criminalidade.

Uma empresa terceirizada ficou responsável pela segurança 24h dentro do cemitério. O custo é de R$ 240 mil por ano. Segundo o diretor de administração, a prefeitura não tinha condições de manter a GC própria fixa no local.

“O problema maior é deixar quatro guardas municipais aqui e tirá-los da rua. Preferível deixá-los com a segurança da cidade e nós fazermos a contratação de uma empresa terceirizada para ficar aqui armada”, disse Christofoleti.

“A segurança é pra todos, principalmente para quem vem visitar e a gente que fica aqui todos os dias, porque eles marcam bem”, explicou o gerente do cemitério, Natanael Carvalho.

Insegurança

A lavadeira Leontina Barbosa limpa túmulos há mais de 30 anos e já recebeu ameaças enquanto fazia o serviço.

“Estava lavando lá embaixo e vieram dois moços, eles queriam dinheiro e um estava armado com uma faca. O outro puxou e conseguiu tirar ele. Agora pelo menos o guarda está aí, a gente grita para pedir ajuda”, disse Leonita.

Funcionários de cemitério em Rio Claro contam sobre ameaças de vândalos (Foto: Ronaldo de Oliveira/EPTV)

Funcionários de cemitério em Rio Claro contam sobre ameaças de vândalos (Foto: Ronaldo de Oliveira/EPTV)

Quem presta serviço no cemitério, assim como ela, está sendo cadastrado pela prefeitura. A partir desta seman, só poderá trabalhar no local quem estiver identificado com crachá. O controle é mais uma forma de garantir a segurança.

Os visitantes esperam que isso traga de volta a tranquilidade que o lugar merece. Para fazer o cadastro, é necessário levar RG, CPF e comprovante de endereço.

O acesso ao cemitério é só pelo portão principal, mas em dias de maior movimento, como Finados, Dia das Mães e Dia dos Pais, todos os portões ficam abertos.


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