Universidade recebeu 247 ingressantes de 19 estados e Distrito Federal neste ano. Comissão prevê elevar índice e aplicar provas em mais municípios na próxima edição do exame.

O número de calouros da Unicamp residentes fora de São Paulo aumentou 61,4% no vestibular 2018, segundo a comissão organizadora do exame (Comvest). Ao todo, foram 247 ingressantes de 19 estados e do Distrito Federal, 94 a mais que a edição anterior.

O maior número de aprovados está concentrado em Minas Gerais, que voltou a receber aplicações das provas em Belo Horizonte no processo seletivo mais recente. Ao todo são 82 alunos entre os 3,2 mil aprovados, aumento de 36,6% em relação ao ano passado, informou a Comvest. Na sequência estão os estados do Paraná (27), Bahia (22) e Rio de Janeiro/Espírito Santo (20).

Fortaleza também foi recolocada na lista da universidade e o Ceará teve 18 matriculados na universidade, quantidade seis vezes maior do que a contabilizada na edição anterior.

O total de calouros do estado de São Paulo passou de 3.095 (95,2% das 3.248 oportunidades preenchidas) para 3.080 (92,5% das 3.327 ingressantes), diz o levantamento da universidade.

Mudanças

A expectativa da comissão é elevar o índice de ingressantes a partir da edição 2019, quando serão implementados novos modelos para distribuição das 3,3 mil vagas nos cursos de graduação. Entre eles está a seleção por meio do desempenho no pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

De acordo com Freitas Neto, a universidade deve aplicar as provas do vestibular em pelo menos mais uma capital estadual, com tendência para a região Nordeste, e expandir o número de cidades paulistas. Em 2018 foram 30, além da capital, após inclusão de Indaiatuba (SP) e Valinhos (SP).

Inclusão social

A Unicamp registrou diminuição de estudantes da rede pública aprovados no vestibular 2018 e ficou abaixo da meta de receber 50% dos ingressantes nesta classificação, segundo a Comvest. Por outro lado, houve recorde de matriculados autodeclarados pretos, pardos e indígenas.

Para alcançar as metas de receber 50% dos estudantes oriundos da rede pública – por curso e turno – e buscar índice de 37,5% de autodeclarados pretos, pardos e indígenas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Unicamp implementará, a partir da edição 2019, cotas étnico-raciais e outras mudanças, como a criação de um vestibular indígena e a criação de vagas extras para destaques em olimpíadas que tenham abrangência nacional. Confira detalhes.

De acordo com site da Unicamp, atualmente há 34,6 mil alunos matriculados nos cursos de graduação e pós oferecidos nos campi de Campinas (SP), Limeira (SP) e Piracicaba (SP).


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