A doença causa sintomas leves a moderados na maioria das vezes, mas pode evoluir para quadros graves e até fatais com certa frequência.

O número de casos de pessoas infectadas pelo vírus Influenza, causador de gripe em humanos, segundo o Ministério da Saúde, já passam de mil em 2018. No organismo, a influenza age atacando as vias respiratórias causando os conhecidos sintomas de tosse, expectoração, dor de garganta, além de sintomas sistêmicos como febre e dores musculares. A doença causa sintomas leves a moderados na maioria das vezes, mas pode evoluir para quadros graves e até fatais com certa frequência. O balanço do Ministério indica que, de janeiro até a primeira quinzena de maio, foram registrados 214 óbitos de pacientes comprovadamente infectados pelo Influenza.

Segundo o médico infectologista consultor do Grupo São Marcos, Adelino de Melo Freire Júnior, a preocupação maior neste ano tem sido em relação aos subtipos Influenza A H1N1 e o Influenza A H3N2, responsáveis por 128 e 42 mortes, respectivamente, como informado pelo Ministério da Saúde. Em 18 casos, o tipo B foi determinante e em 26 dos óbitos não foi possível detectar o subtipo responsável pela infecção. As pessoas que mais tem risco de complicações são idosos, crianças, e portadores de doenças crônicas, como cardíacos e diabéticos, ou imunodeficiência.

Para evitar a infecção, todos os adultos e crianças com mais de seis meses de idade, especialmente pessoas acima dos 60 anos, devem se imunizar. A composição das vacinas ofertadas tanto na rede pública quanto na particular seguem as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A vacina de composição mais completa, que protege contra quatro subtipos do vírus em circulação, é a quadrivalente, ofertada apenas na rede particular. “A diferença da vacina quadrivalente aplicada em 2017 para a que será disponibilizada este ano foi para adequação ao novo vírus do tipo B, atualmente em circulação”, afirma o infectologista.

Eficácia
Segundo Adelino de Melo, o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção. A dose oferece até 80% de proteção contra complicações ocasionadas pelo vírus influenza, evitando hospitalizações e óbitos.

Efeitos colaterais
A vacina contra gripe é feita com o vírus morto, portanto, é incapaz de provocar a doença nas pessoas vacinadas. Os efeitos adversos mais comuns ocorrem no local da aplicação: são relatados, eventualmente, dor local, endurecimento e vermelhidão, que podem durar até 48 horas. Mais raramente, a vacina pode ocasionar reações sistêmicas, como febre e dores musculares.

Contraindicações
Pessoas com história de reação alérgica à vacina da gripe em situações anteriores devem receber a vacina em ambiente com condições de atendimento de reações anafiláticas e permanecer em observação por pelo menos 30 minutos. No caso de história de síndrome de Guillain-Barré (SGB), até seis semanas após a dose anterior da vacina, recomenda-se avaliação médica criteriosa sobre o risco-benefício antes de administrar nova dose.


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