CONFIRMADA A MORTE DE BEBÊ POR COQUELUCHE

Foi confirmada esta semana a morte de um bebê de 28 dias por coqueluche em Araras. A criança, que foi internada em estado grave no Hospital da Unimed, faleceu há cerca de um mês e o resultado do exame acabou de sair, confirmando que a morte foi consequência da doença.

Além deste caso, ainda estão sendo investigados outro óbito ocorrido no último sábado (27), sob suspeita de coqueluche, e outros dois de crianças que seguem internadas em estado grave. Ainda há mais um caso de um bebê que veio a ser transferido da cidade de Conchal para Santa Casa de Misericórdia de Araras, também com suspeita de contaminação pela doença.

De acordo com o médico intensivista e coordenador do Pronto Socorro da Santa Casa, Agnaldo Píspico, a morte confirmada esta semana por coqueluche foi de um bebê que chegou a ser internado no Hospital da Unimed de Araras e veio a óbito há cerca de um mês. O resultado do exame confirmou a causa da morte pela doença.

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Outro caso, de um menino de dois anos que morreu no último sábado (27) e sepultado no domingo (28), também é investigado como suspeito de ser coqueluche. O menino foi internado na Santa Casa e não resistiu. Foi colhido exame, mas a confirmação da contaminação por coqueluche só poderá ocorrer quando sair o resultado.

Também são investigados outros três casos da doença – dois de crianças ararenses e uma criança que foi transferida de Conchal para Araras (neste caso a contaminação teria ocorrido fora da cidade). Todos estão internados na Santa Casa e segundo Píspico se encontram em estado grave.

“Uma das crianças de Araras está na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), inclusive entubada. Uma outra veio encaminhada para Santa Casa após passar por atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento Elisa Sbrissa Franchoza). A outra veio de Conchal. O estado respiratório de todas é crítico”, explicou o médico.

O coordenador do Pronto Socorro ressalta que apesar do número de casos não se trata de uma epidemia e também não é um problema específico de Araras, já que outras cidades da região também estão registrando casos da doença.

“Não se configura epidemia e é bom deixar claro que não é algo só de Araras, tem casos em Limeira, Campinas, São Paulo e outras cidades. Ela está por aí e é uma doença grave que preocupa”, disse Píspico.

Ainda segundo ele, a coqueluche é mais preocupante em criança e é possível evitar o contágio da doença. “Em crianças com menos de 30 dias é preciso observar os sintomas como dificuldade da criança em respirar, febre alta, tosse diferenciada (tosse comprida como a doença já diz), cansaço e muita secreção, fique atenta e procure o PS”, emendou.

Segundo Píspico, a melhor maneira de prevenir a doença é fazer a vacinação nas crianças como recomendado, evitar aglomerações e atentar para a imunização que é passada de mãe para o bebê.

“E é preciso tomar os devidos cuidados para evitar o contágio, como: no caso de bebês de poucos dias é preciso evitar aglomeração de pessoas, já que eles ainda não estão com a imunidade adequada, não falhar na aplicação das doses das vacinas e lembrar que a mãe passa imunidade para o bebê pela placenta e com a amamentação”, finalizou.

Saúde foi notificada

De acordo com o secretário de Saúde de Araras, Luiz Emílio Salomé, a pasta foi notificada e acompanha os casos de coqueluche da cidade. Segundo ele, a cidade relamente possui até agora um caso confirmado de coqueluche em criança e um em um adulto.

“De concreto temos um caso confirmado de coqueluche, que o da morte do bebê de 28 dias da Unimed e descartamos outros três casos que eram suspeitos. Deste recentes estamos investigando o caso do óbito do final de semana e o caso de Conchal. Também confirmamos um casos de uma adulto de cinquenta e poucos anos”, disse o secretário.

Aina de acordo com Salomé, a pasta fará campanha para esclarecimentos quanto a vacina e quanto às mães realizarem o resguardo de pelo menos trinta dias após o nascimento do bebê, evitando ficar saindo em locais de aglomeração e multidões.

O que é coqueluche?

A coqueluche ou tosse comprida é uma doença infecciosa aguda e transmissível, que compromete o aparelho respiratório (traquéia e brônquios). Coqueluche é causada pela infecção de uma bactéria chamada Bordetella pertussis, que afeta o topo da garganta (faringe). As bactérias causam um incômodo na garganta, que dão origem às tosses.

Quando uma pessoa infectada com coqueluche espirra ou ri, pequenas partículas de saliva ou muco contendo a bactéria são lançadas no ar. A coqueluche pode infectar outras pessoas que respiram o ar contendo essas partículas. Os sintomas aparecem sete ou 14 dias após uma pessoa ser infectada com a bactéria. Bebês menores de seis meses são os mais propensos a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, pneumonia, convulsões, lesão cerebral e levar à morte.

Fonte: Jornal Tribuna do Povo