Mulher que lesionou joelho e alega que instrutor minimizou gravidade do fato. Ressonância constatou rompimento do ligamento cruzado.
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Uma academia de Minas Gerais foi condenada pela Justiça a pagar indenização de R$ 10 mil a uma cliente que machucou o joelho fazendo polichinelo durante uma aula experimental. O Judiciário entendeu que a lesão foi causada por má orientação.
O caso ocorreu em 2018, mas teve provimento agora. A aluna é uma assistente social que, na época, tinha 54 anos e que buscou o estabelecimento interessada em fazer um treinamento funcional.
No aquecimento, o instrutor pediu à mulher que fizesse um polichinelo. Ao executar o exercício, ela sentiu uma dor e caiu. No processo, a assistente social disse que o professor minimizou o lesão e orientou que ela apenas fosse embora e colocasse gelo na área dolorida. Garantiu também que no dia seguinte estaria tudo bem.
A assistente social saiu mancando, foi sozinha para o carro e dirigiu até sua casa. Segundo ela, o instrutor não ofereceu apoio e continuou dando aula para as outras alunas depois do incidente. No dia seguinte, ela fez ressonância magnética e o médico constatou rompimento do ligamento cruzado. Ela pediu indenização porque teve que pagar 40 sessões de fisioterapia.
A aluna pediu, ainda, indenização por danos morais e por lucros cessantes, já que, sendo funcionária pública, o período de licença médica afetava a contagem de tempo funcional e adicionais de serviço, além de impossibilitar os plantões extras.
Com informações: Alexandre Bittencourt – Mais Goiás
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