Acusado de matar mulher e viajar mais de 200 quilômetros para desovar corpo é condenado a 19 anos de prisão

Ilson Basílio foi condenado pelos crimes de ocultação de cadáver e homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, asfixia e feminicídio depois que o corpo de Rosana Ribeiro Araújo foi encontrado em rodovia de Itapura (SP). 

O autônomo Ilson Basílio, preso por matar asfixiada a mulher Rosana Ribeiro Araújo, foi condenado a 19 anos e 8 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. O julgamento foi realizado na tarde desta quarta-feira (14), no Fórum de São José do Rio Preto (SP).

Rosana foi morta no dia 3 de dezembro de 2018, no bairro Boa Vista, em Rio Preto. Ilson viajou mais de 200 quilômetros para desovar o corpo da vítima às margens da Rodovia Gérson Dourado de Oliveira, em Itapura (SP). O réu foi localizado e preso na Rodovia dos Barrageiros, em Rubineia (SP).

De acordo com o Ministério Público, o casal conviveu por 25 anos e teve dois filhos ao longo do relacionamento, que era conflituoso. Rosana, inclusive, já havia sido agredida por Ilson.

A vítima desejava se separar de Ilson e se mudar para José Bonifácio (SP). Entretanto, ele não aceitou o término do relacionamento e agrediu a mulher com um soco depois de vê-la arrumando as malas.

Ainda segundo o Ministério Público, Rosana gritou por socorro, mas Ilson agarrou o pescoço e colocou um pano na boca dela, matando-a asfixiada. Em seguida, autônomo colocou o corpo da vítima no porta-malas do carro e o desovou às margens da rodovia.

Na época em que o crime foi registrado, Ilson foi localizado e preso a caminho do Instituto Médico Legal (IML) de Andradina (SP), onde identificaria o corpo da esposa, que foi encontrada sem os documentos.

O autônomo chegou a negar à polícia que havia matado a mulher. Contudo, confessou o crime após ser confrontado pelo delegado Alceu Lima de Oliveira Junior com um conjunto de provas.

Ilson foi denunciado pelo promotor José Márcio Rossetto Leite pelos crimes de ocultação de cadáver e homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, asfixia e feminicídio.

A Justiça acatou as denúncias feitas pelo Ministério Público e condenou o autônomo a 19 anos e oito meses de prisão em regime fechado. Ilson, inclusive, confessou o crime durante o júri popular, que durou mais de seis horas.

CLIQUE NA IMAGEM E FALE DIRETO PELO WHATSAPP
ÁGIL DPVAT