Adolescente morto em troca de tiros com a PM no Paraná, era foragido da “Operação Sintonia” em Cordeirópolis, SP

O menor é um dos acusados durante a Operação Sintonia realizada em junho de 2020 em operar no comando do tráfico.

Um dos menores que estava foragido, foi morto na madrugada de sábado (9) em um confronto com a Polícia Militar no km 200 da PR-323. De acordo com o Portal de notícias do Paraná (Bonde), a PM recebeu uma denúncia anônima de que seis suspeitos estavam a caminho de Jussara (Noroeste), com o intuito de assaltar uma casa.

Em meio ao patrulhamento, a PM identificou um carro com as mesmas características da denúncia e decidiu realizar a abordagem, porém os ocupantes do veículo receberam a ordem para parar o veículo, mas não obedeceram e fugiram. O confronto terminou com a morte dos ocupantes do carro Corsa em que estavam,  e entre eles,  o menor de Cordeirópolis (SP). O menor é um dos acusados durante a Operação Sintonia realizada em junho de 2020 em operar no comando do tráfico em Cordeirópolis.

Menor apreendido

Mais um jovem foi condenado por tráfico de drogas em Cordeirópolis, onde o Tribunal de Justiça de São Paulo, aceitou o recurso do Ministério Público de Cordeirópolis e determinou a apreensão do mesmo por ser um dos atuantes na “linha de frente” do tráfico de drogas na cidade. O garoto em primeira instância havia sido inocentado.

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Para o MP, há “o alto grau de probabilidade de participação de … (do menor) na associação, na medida em que realizava publicações em redes sociais alusivas ao tráfico, estava inserido no mesmo grupo dos demais, ostenta inúmeros antecedentes por tráfico de drogas e foi reconhecido por testemunha ocular como sendo um dos garotos que realizava a venda de entorpecentes no Pátio da Estação”.

A promotora Aline Moraes descreveu no recurso que o menor “ foi recrutado por alguns imputáveis ligados à organização criminosa denominada Primeiro Comando da Capital (PCC) para a realização do comércio ilícito de entorpecentes na cidade de Cordeirópolis-SP, mais precisamente no local conhecido como Pátio da Estação, que se trata de notório ponto de venda de drogas, vulgarmente chamado de “Biqueira”. Ele aceitou tal encargo e, assim ajustado com os demais adolescentes, todos passaram a ser os responsáveis pela distribuição de entorpecentes no referido lugar, que eles chamavam de “Loja”. Portanto, a promotora destacou que ele  “é um dos principais responsáveis pelo fomento do tráfico de drogas na pacta cidade de Cordeirópolis, comercializando entorpecentes no Pátio da Estação e em outras áreas por meio de ligações telefônicas e aplicativos de mensagens usados em aparelhos celulares”.

Em análise, o desembargador Guilherme Strenger, julgou procedente a representação em aplicar medida socioeducativa de internação, por prazo indeterminado. O menor de 17 anos foi apreendido no começo do mês na cidade de Araras.

Operação Sintonia

Este é o resultado de um trabalho de investigação feito pela Polícia Civil de Cordeirópolis, sob o comando do delegado William Marchi,  no mês de junho de 2020, denominada como Operação Sintonia, que  teve como foco principal combater a atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) na cidade de Cordeirópolis. No dia da operação policial, 10  menores foram apreendidos por estarem envolvidos na “linha de frente” do tráfico, sendo que  a sentença assinada pelo juiz José Henrique Oliveira Gomes, da Vara Única de Cordeirópolis, determinou a internação dos nove envolvidos e agora foi o 10º.

Na investigação foi detectada a forte participação dos menores no tráfico, no Pátio da Estação, que eles chamavam de “loja”, local de circulação de viciados em entorpecentes e forte atuação de traficantes, além da evidência clara da associação dos menores que eram comandados por integrantes da facção do PCC.

Através da investigação foi possível detectar o contato entre eles, através de ligações ou mensagens em aplicativos de celular,  “ que os trabalhos investigativos lograram êxito em descobrir que, de maneira estável e organizada”.  A representação pela apreensão dos menores no mês de julho foi feita pelo Ministério Público, por meio do promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua. (Com informações do Portal JE10)