Segundo ele, muitos consumidores acabam pagando valores muito acima do contratado inicialmente, seja por falta de informação, seja pela dificuldade em compreender as cláusulas dos contratos.
O advogado Dr. Kleber Luzetti, especialista em Direito do Consumidor, tem chamado atenção para um problema que afeta milhares de brasileiros: os juros abusivos cobrados em financiamentos bancários, especialmente em contratos de veículos, imóveis e empréstimos pessoais.
Segundo ele, muitos consumidores acabam pagando valores muito acima do contratado inicialmente, seja por falta de informação, seja pela dificuldade em compreender as cláusulas dos contratos. “Os bancos costumam embutir taxas elevadas e cobranças indevidas que nem sempre são explicadas com clareza ao consumidor”, destaca Dr. Kleber.
Principais irregularidades encontradas
De acordo com o advogado, entre os problemas mais comuns estão:
Taxas de juros acima da média do mercado
Cobranças escondidas em contratos, como seguros não solicitados
Capitalização de juros (juros sobre juros) de forma irregular
Falta de transparência nas informações apresentadas ao consumidor
Diferença entre o valor anunciado e o valor final do financiamento
“Muitos clientes não sabem, mas é possível revisar o contrato e reduzir significativamente o valor das parcelas e o saldo devedor”, explica.
Consumidor pode buscar revisão do contrato
Dr. Kleber Luzetti reforça que qualquer pessoa que suspeite estar pagando mais do que deveria pode procurar um advogado para solicitar a revisão do financiamento. A Justiça já reconhece, em diversos casos, cobranças abusivas e determina:
Redução dos juros
Devolução de valores pagos indevidamente
Readequação das parcelas
Cancelamento de serviços não contratados
Orientação do especialista
O advogado orienta que o consumidor nunca assine contratos sem antes verificar:
Taxa de juros mensal e anual
CET (Custo Efetivo Total)
Serviços adicionais incluídos
Valor final do financiamento
“O consumidor tem direitos e não precisa aceitar condições abusivas. Sempre procure orientação jurídica”, ressalta Dr. Kleber.




