Alerta: pressão alta pode causar pré-eclâmpsia na gravidez

As informações da OMS revelam a importância do acompanhamento médico durante a gravidez, feito por profissional especializado na área de obstetrícia.

Cerca de 830 mulheres morrem, diariamente, no mundo em decorrência de complicações na gestação que poderiam ser evitadas, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Do total de óbitos, 99% acontecem em países em desenvolvimento, como o Brasil. Adolescentes, moradoras de áreas rurais e de comunidades mais pobres estão entre os grupos com maior taxa de mortalidade.

A hipertensão na gestação, que pode ocasionar pré-eclâmpsia, é uma das principais causas de morte materna, de acordo com a OMS. Complicações na hora do parto; hemorragia e infecções no pós-parto; e abortos inseguros também são apontados como condições que levam as mulheres a óbito.

As informações da OMS revelam a importância do acompanhamento médico durante a gravidez, feito por profissional especializado na área de obstetrícia. Mais do que isso, é apontada a necessidade de que todas as mulheres tenham acesso aos cuidados pré-natais, durante o parto, e a assistência no período do puerpério.

Situação no Brasil

Cerca de 30% dos brasileiros são hipertensos, condição de saúde popularmente conhecida como “pressão alta”, caracterizada por níveis de pressão sanguínea superiores a 140/90 mmHg (14 por 9), segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). 

De acordo com a SBC, a hipertensão pode evoluir de forma silenciosa. Inicialmente assintomática, se não for tratada, tende a ocasionar o desenvolvimento de outras doenças, como problemas cardiovasculares, doença renal crônica e acidente vascular cerebral (AVC). A hipertensão também é um fator de risco para as complicações da Covid-19.

Mulheres hipertensas quando engravidam devem informar ao obstetra sobre a condição, para receberem o acompanhamento adequado. Uma vez que a pressão alta esteja monitorada e em tratamento, reduz-se o risco de uma possível complicação.

Também há chances de mulheres não hipertensas desenvolverem a condição durante a gestação. Por isso, o acompanhamento pré-natal é necessário para todas as gestantes. Durante as consultas, o médico pode diagnosticar e tratar o problema. 

Pré-eclâmpsia: como identificar 

De acordo com as autoridades de saúde, a pré-eclâmpsia é caracterizada pela identificação da hipertensão a partir da 20ª semana de gestação, geralmente associada à perda de proteína pela urina. No Brasil, o problema atinge entre 7% e 10% das gestantes, segundo o Ministério da Saúde.

A mulher pode apresentar sintomas como dor de cabeça ou na nuca, inchaço dos membros inferiores ou superiores, em decorrência da retenção de líquido, visão embaçada e/ou sensibilidade à luz. Em casos mais graves, há convulsões e até hemorragias.

Alguns fatores são considerados de risco para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia, como ser a primeira gestação; idade abaixo de 20 anos ou superior aos 40; casos de pré-eclâmpsia na família; gravidez de gêmeos; sobrepeso; diabetes; doença renal; lúpus; dentre outros.

A pré-eclâmpsia é uma das principais causas do parto prematuro, colocando em risco a segurança da mãe e do bebê. Durante o pré-natal, é realizado o rastreamento precoce do problema. 

Quando constatado, a gestante recebe orientações sobre os cuidados a serem tomados, que envolvem, sobretudo, ações de controle da pressão arterial. O médico pode indicar repouso, aumento da ingestão de água, além de dieta equilibrada. Em alguns casos, pode haver a necessidade de uso de medicamentos.

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