Amamentação e vínculo: Entenda por que o aleitamento é tão importante para estreitar os laços afetivos com o seu filho

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No bebê, previne infecções, alergias e obesidade na infância, só para citar algumas vantagens

Thamires Araújo e seu filho Enzo Gabriel

Como você já sabe e a ciência evidenciou diversas vezes, a amamentação traz incontáveis benefícios, tanto para a mãe quanto para a criança. No bebê, previne infecções, alergias e obesidade na infância, só para citar algumas vantagens. As mães que amamentam, por sua vez, têm menos risco de desenvolver câncer de mama e de ovário, assim como síndrome metabólica, um conjunto de fatores de risco para doenças cardiovasculares, como resistência à insulina e pressão alta. Mas, além da saúde física, não há como deixar de mencionar o impacto nas emoções: esses momentos juntos ajudam a criar e a fortalece o vínculo entre mãe e filho.

Marissol Vidas com sua filha Isabela Vidas

Curiosamente, isso está relacionado a aspectos fisiológicos. Ao nascer, o bebê consegue focar melhor rostos e objetos mais próximos, entre 20 e 30 centímetros de distância. “O aleitamento materno oferece as condições ideais, uma vez que a distância quando o recém-nascido está no peito é ótima para que ele visualize o rosto materno”, explica a pediatra Beatriz Nascimento, do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Natália Caroline Bueno de Oliveira e seu filho Davi Lucca Bueno de Oliveira Jacinto

A amamentação também estimula os demais sentidos do bebê. O leite, o calor e o contato com o corpo da mãe, seu cheiro (que ele reconhece!) e o som dos batimentos cardíacos o instigam. É assim que o ser humano descobre o mundo e começa a ter consciência de si mesmo. “A primeira relação social do bebê seria com a figura da mãe, representada pelo seio materno”, afirma a psicóloga Lália Dayse Farias, do Serviço de Saúde Mental do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), no Rio de Janeiro. “O prazer proporcionado pelo ato de sugar e o amparo da mãe fazem com que o bebê se sinta acolhido e seguro”, completa.

Marília Rafaela Barbosa amamentando sua filha Luíza ao lado de seu filho João Victor

Enquanto isso, no organismo materno, ocorre intensa liberação do hormônio ocitocina, popularmente conhecido como o hormônio do amor. É o mesmo que estimula as contrações uterinas e a descida do leite. Estudos mostram que animais que não produzem ocitocina ignoram seus filhotes, o que leva a crer que a amamentação, também por meio de um processo bioquímico, favoreceria o afeto da mãe pelo bebê.

Foto da capa: Marissol Vidas com sua filha Isabela Vidas

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