Anticoncepcional masculino: testes em humanos para pílula não hormonal devem iniciar este ano

Avançando na criação do anticoncepcional masculino não hormonal, os cientistas realizaram testes com o RAR-α em ratos de laboratório.

Em um cenário onde as mulheres possuem várias opções de contraceptivos, como pílulas, adesivos e dispositivos intrauterinos, os homens ainda têm poucas formas prevenir a gravidez. Mas, agora, isso pode mudar com os avanços no anticoncepcional masculino que foram apresentadas por cientistas no encontro de primavera da American Chemical Society (ACS).

Por mais que as pílulas contraceptivas orais para homens são desenvolvidas há décadas, nenhuma está atualmente no mercado. Além disso, parte dos testes laboratoriais focam na testosterona e isso desencadeia efeitos como ganho de peso, depressão e aumento do colesterol. Como solução, a nova pesquisa foca em uma proteína chamada receptora de ácido retinoico alfa (RAR-α), a qual atua no crescimento de células, diferenciação e desenvolvimento embrionário, impactando a formação de esperma.

Avançando na criação do anticoncepcional masculino não hormonal, os cientistas realizaram testes com o RAR-α em ratos de laboratório. Funcionou da seguinte maneira: ao inibirem a proteína, os ratos machos ficaram estéreis e sem efeitos colaterais óbvios. Nisso, a equipe da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, procurou por diferenças estruturais e sintetizou 100 compostos, selecionando o que melhor inibia a RAR-α.

Com sucesso, os cientistas obtiveram o composto YCT529, que foi administrado nos ratos por 4 semanas. O resultado foi a redução da contagem de esperma, com 99% de eficiência na prevenção da gravidez. Depois da interrupção do uso, os ratos machos voltaram a ser férteis em um período de 4 a 6 semanas.

O próximo passo deste anticoncepcional masculino são testes clínicos em humanos, os quais devem ser feitos no último trimestre de 2022. Paralelamente, a equipe planejar continuar a estudar outros compostos além do YCT529, seja testando novas proteínas ou realizando modificações.

Fonte: American Chemical Society

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