Entre os relatos está o de um pai que afirma enfrentar, há cerca de um ano e meio, dificuldades para garantir que sua filha receba o tratamento previsto por decisão judicial e por prescrição médica.
Uma denúncia recebida pelo Grupo Repórter Beto Ribeiro sobre dificuldades enfrentadas por uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Araras (SP) abriu espaço para que outras famílias também procurassem a reportagem relatando situações semelhantes envolvendo o atendimento especializado oferecido no município.
Entre os relatos está o de um pai que afirma enfrentar, há cerca de um ano e meio, dificuldades para garantir que sua filha receba o tratamento previsto por decisão judicial e por prescrição médica. Segundo ele, a família ingressou na Justiça para assegurar o acesso às terapias necessárias. Inicialmente, a decisão determinou o fornecimento de atendimentos de fonoaudiologia e terapia ocupacional (TO), estabelecendo ainda que a médica neuropediatra responsável pelo caso definiria o plano terapêutico completo.
Após a avaliação médica, teriam sido prescritas terapias baseadas na metodologia ABA, fisioterapia e outros atendimentos multidisciplinares. No entanto, o pai afirma que o núcleo responsável pelo atendimento estaria reconhecendo apenas parte da decisão judicial.
Ele também relata que, na prática, nem mesmo os atendimentos de fonoaudiologia e terapia ocupacional estariam sendo realizados de forma regular devido à falta de profissionais. Outro ponto levantado pelo denunciante é que participou recentemente de uma reunião com um representante da administração municipal, ocasião em que, segundo ele, foi informado de que novas medidas somente seriam adotadas mediante uma nova decisão judicial.
Ainda conforme o relato, durante a reunião também foram apresentados argumentos relacionados à situação financeira da Prefeitura, o que aumentou sua indignação. “Eu não quero saber das contas da Prefeitura. Eu pago meus impostos. O que eu quero é que minha filha receba o tratamento que a Justiça e a médica determinaram”, afirmou.
O pai diz possuir laudos médicos, cópia do processo judicial, conversas com servidores e outros documentos que, segundo ele, comprovam os fatos relatados. Após a divulgação da primeira denúncia pelo Grupo Repórter Beto Ribeiro, outras famílias entraram em contato com a reportagem relatando dificuldades semelhantes, afirmando enfrentar problemas para obter atendimentos especializados para crianças com TEA no município.
A reportagem ressalta que teve acesso aos relatos apresentados pelos denunciantes e aguarda posicionamento oficial da Prefeitura de Araras e da Secretaria Municipal da Saúde sobre as alegações. O espaço permanece aberto para que os órgãos se manifestem, apresentem esclarecimentos e informem quais medidas estão sendo adotadas para garantir o atendimento adequado às crianças com Transtorno do Espectro Autista no município.



