As investigações apontam que os medicamentos seriam distribuídos de forma clandestina, principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, sem qualquer prescrição médica ou orientação profissional.
Casos de apreensão de canetas emagrecedoras falsificadas, contrabandeadas ou vendidas de forma irregular têm se tornado cada vez mais comuns em todo o Brasil. Conhecidas popularmente como o “Mounjaro do Paraguai”, essas canetas são comercializadas a preços bem mais baixos do que o medicamento original, mas não possuem qualquer tipo de controle de qualidade ou garantia de que realmente contenham o princípio ativo prometido, representando um sério risco à saúde.
No início deste mês, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma grande apreensão durante uma fiscalização e prendeu mais de dez pessoas envolvidas no transporte irregular desse tipo de produto. Entre os detidos estava um morador de Araras (SP).
Segundo a PRF, o grupo estava em uma van que saiu de Foz do Iguaçu (PR) e seguia com destino à cidade de São Paulo. Durante a abordagem, os policiais encontraram diversas canetas emagrecedoras sem registro na Anvisa, além de outros produtos de origem estrangeira introduzidos ilegalmente no país.
As investigações apontam que os medicamentos seriam distribuídos de forma clandestina, principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens, sem qualquer prescrição médica ou orientação profissional.
Especialistas alertam que o uso dessas canetas falsificadas pode causar efeitos colaterais graves, já que o consumidor não sabe exatamente o que está sendo aplicado no próprio corpo. Além disso, a compra, venda e transporte desses produtos configuram crimes como contrabando e infração sanitária.
Os envolvidos foram encaminhados à Polícia Federal, onde o caso segue sob investigação. As autoridades reforçam o alerta para que a população não adquira medicamentos sem procedência e sempre busque orientação médica e produtos devidamente registrados nos órgãos de saúde.



