Aspirina reduz risco de mortalidade por Covid em 15%, afirma estudo

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O uso do medicamento nos primeiros 28 dias da infecção também foi relacionado à redução do risco do paciente desenvolver coágulos sanguíneos.

Um estudo feito na Universidade George Washington, nos Estados Unidos, sugere que pacientes da Covid-19 com quadro moderado têm o risco de morte reduzido em 15% quando são medicados com Aspirina nos primeiros dias de internação hospitalar. O resultado foi publicado na revista científica JAMA, na quinta-feira (28/3).

A Aspirina é um remédio anti-inflamatório bastante popular devido ao baixo custo. Ele é usualmente indicado para o tratamento de inflamações, alívio da dor, febre, e como anticoagulante em adultos, já que inibe a agregação plaquetária.

A pesquisa contou com cerca de 112 mil pacientes da Covid-19 com idades entre 18 e 80 anos, sendo a maioria deles na faixa etária dos 60 anos. Desses, 15.272 receberam uma dose diária de 81 mg de Aspirina durante cinco dias e os demais foram tratados com o protocolo hospitalar convencional.

Os pacientes foram monitorados entre janeiro de 2020 e setembro de 2021, em 64 centros médicos dos EUA. Entre os que receberam aspirina, 76% sofriam de pressão alta, 55% de doenças cardíacas e 51% tinham diabetes antes de serem internados.

Além da redução de 15% do risco de morte, os pacientes medicados com o remédio também demonstraram uma redução de 29% do risco de desenvolver coágulos sanguíneos, uma complicação relacionada à infecção do coronavírus.
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