Atos de 7 de setembro serão pela “transparência”, diz Bolsonaro

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Presidente diz que o país “vai ter eleições” e que o “TSE é contra transparência” do voto.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a convocar seus apoiadores para irem às ruas em 7 de setembro, data em que vai ser comemorado o bicentenário da Independência. Nesta terça-feira (2), durante entrevista à Rádio Guaíba, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Bolsonaro afirmou que a manifestação será em favor da “transparência nas eleições”.

O candidato à reeleição disse ainda que não quer “protesto para fechar isso ou fechar aquilo”, mas que “moralmente algumas instituições aqui no Brasil estão se fechando”. Bolsonaro também reiterou que o desfile militar “pela primeira vez será em Copacabana”.

– O pessoal deve ir de camisa verde e amarela. Deve ter algum protesto, o que é natural. Da nossa parte, ninguém vai querer protesto para fechar isso ou fechar aquilo. Moralmente, algumas instituições estão se fechando no Brasil. Dá para ganhar essa guerra dentro das quatro linhas. Uma das frases mais mostradas lá deve ser a questão da transparência eleitoral – ressaltou

O chefe do Executivo repetiu o discurso adotado nos último meses sobre uma suposta falta de segurança nas urnas eletrônicas e no sistema eleitoral brasileiro. Ainda criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e sinalizou que o órgão é contra transparência na votação, porque não aceita sugestões de militares do governo.

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– Ninguém está pedindo aqui para não ter eleições. Vamos ter eleições. Agora, nós queremos transparência por ocasião da votação e das apurações. Essa transparência, apesar de o TSE ser contra mesmo depois de ter convidado as Forças Armadas, a transparência estão sendo propostas e até o momento o TSE não tem se manifestado. Qual o temor do outro lado que é contra a transparência? – completou.

Bolsonaro voltou a defender o direito de realizar uma apuração paralela no dia da eleição, com computadores instalados no sistema do TSE para acompanhar a contagem dos votos.

– Essa suspeição tem que ser dissipada, porque a eleição não é minha, não é do Supremo, não é do Legislativo, não é do TSE. É da população brasileira. Nada mais frustrante do que a pessoa votar e não saber se o voto dela foi exatamente para quem ela queria, não interessa quem seja. Então a transparência vai ser uma das frases mais estampadas nas camisas. O pessoal diz: “Vamos comemorar 200 anos de Independência e os futuros 200 de liberdade” – ilustrou.

Em indireta a ministros do Judiciário, o presidente destacou ainda que a liberdade é “açoitada” por aqueles que deveriam defender a Constituição.

– A grande preocupação nossa, que acredito que a maior parte da população já tem consciência, é sobre a sua liberdade. E ela é açoitada diariamente por pessoas que deveriam defender a nossa Constituição e fazem exatamente o contrário. Por isso, essa convocação nossa, aproveitei, nunca havia convocado movimentos de rua – finalizou.

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