sexta-feira, 10 julho, 2026

Bebê abandonada em lixeira de hospital apresenta melhora na UTI em Araras, SP

Recém-nascida respira sem ajuda de aparelhos e evolui de forma positiva após ser resgatada em banheiro de unidade médica.

A recém-nascida que foi resgatada de dentro de uma lixeira nas dependências do Hospital São Leopoldo Mandic, em Araras (SP), apresenta uma evolução de saúde animadora. Em boletim médico atualizado e enviado à nossa reportagem, a Santa Casa de Misericórdia de Araras — unidade para onde a menina foi transferida para receber suporte especializado — confirmou que a paciente teve uma melhora significativa em seu quadro clínico geral e respiratório.

Atualmente, a bebê já consegue respirar sozinha, sem a necessidade de ventilação não invasiva (aparelhos de oxigênio), e também não precisa mais de medicamentos vasoativos para controlar a pressão e as funções do coração. A resposta positiva ao tratamento ministrado pela equipe multiprofissional traz alento e esperança para o caso que assustou a comunidade local na última semana. Apesar do progresso, a criança segue internada na UTI Neonatal sob vigilância rigorosa e cuidados intensivos das equipes de medicina, enfermagem e fisioterapia para garantir que sua recuperação continue de forma segura.

O caso, que passou a ser investigado pela Polícia Civil como tentativa de infanticídio, ocorreu na manhã de uma terça-feira, dia 12 de maio. A Polícia Militar foi acionada com urgência pelo Centro de Operações (COPOM) após funcionários do Hospital São Leopoldo Mandic encontrarem a recém-nascida escondida dentro da lixeira de um dos banheiros da instituição de saúde.

Segundo consta no boletim de ocorrência, uma mulher grávida havia dado entrada no hospital procurando atendimento médico devido a fortes dores. No entanto, quando foi chamada pelas enfermeiras para a consulta, ela não compareceu e permaneceu trancada no banheiro por um longo período. Diante da demora persistente e do silêncio da paciente, uma enfermeira responsável avisou que chamaria a polícia caso a porta não fosse aberta imediatamente.

Ao sair do banheiro, a mulher deixou o local com pressa. Ao entrarem no cômodo para averiguar, os funcionários se depararam com uma grande quantidade de sangue espalhada pelo chão e pelas paredes. Em seguida, os colaboradores responsáveis pela limpeza do hospital abriram a lixeira e encontraram a bebê abandonada em meio aos dejetos.

A recém-nascida recebeu os primeiros cuidados de emergência da própria equipe médica do hospital onde nasceu de forma improvisada. De acordo com o médico plantonista que realizou o atendimento inicial, a menina apresentava um quadro grave de hipotermia — estava extremamente fria devido ao tempo que passou exposta na lixeira —, mas reagia de forma positiva aos estímulos físicos aplicados pelos socorristas. Para receber o suporte adequado de uma UTI Neonatal, ela foi transferida rapidamente para a Santa Casa de Araras.

A delegada responsável pela ocorrência, Dra. Evelyn Kafa Loiola Domiate, informou que as investigações foram repassadas oficialmente para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araras. Os policiais civis trabalham agora para ouvir as testemunhas do caso, analisar prontuários médicos e recolher provas para entender o que motivou a conduta da mãe.

Um detalhe registrado pelos policiais militares que atenderam ao chamado é que, quando as viaturas chegaram ao local dos fatos, o banheiro onde o parto ocorreu já havia sido completamente higienizado pelos funcionários de limpeza do próprio hospital, o que impediu a realização de perícia técnica imediata no local do nascimento. A mulher apontada como mãe da criança permaneceu internada sob custódia policial no hospital para tratamento pós-parto e avaliação psiquiátrica.

A rápida recuperação da menina na Santa Casa de Araras é vista como um verdadeiro milagre pelos profissionais de saúde e pelos moradores que acompanham as notícias diariamente. A mobilização em torno do bem-estar da recém-nascida demonstra a força da solidariedade dos ararenses, que se uniram em pensamentos positivos e orações pela vida da pequena paciente. As autoridades do município reforçam que o acolhimento social e o acompanhamento de saúde mental durante o pré-natal são fundamentais para evitar que tragédias familiares como essa voltem a se repetir em nossa comunidade.

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