Bebê cai de rosto no chão após trocador de fralda no Burger King se soltar

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Rede lamentou e informou que está prestando toda a assistência necessária.

Por G1 São Carlos e Araraquara e EPTV1

Uma bebê de 1 ano e 3 meses caiu e bateu o rosto no chão, após um trocador de fraldas se soltar da parede do banheiro de uma lanchonete do Burger King, em Araraquara (SP), na tarde de sexta-feira (23), segundo a mãe da criança, Isabela Corina Alonso.

Após o acidente, ela precisou passar por atendimento na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e ficou 6 horas em observação. Segundo a mãe, a menina sente dores e ainda chora muito. A família registrou boletim de ocorrência.

“Foi um choque, a gente já viajou várias vezes e eu nunca imaginei que eu teria que testar um trocador antes de por ela”, disse Isabela.

Em nota, o Burger King lamentou a situação ocorrida na unidade de Araraquara e informou que vem prestando toda a assistência necessária para a família. Disse ainda que “está tomando todas as medidas para que fatos como esse não se repitam e reforça seu compromisso com a segurança de todos os consumidores”.

Susto

De acordo com Isabela, a família foi à lanchonete no início da tarde e, após o almoço, a bebê precisou ser trocada. A mãe limpou o suporte, tirou a fralda e passou o lenço umidecido.

“No que eu coloquei e amarrei ela [com o cinto de segurança], deu o primeiro sinal que estava soltando da parede. Eu fui para desamarrar ela, mas não deu tempo. Os quatro parafusos soltaram da parede”, disse.

Quando Camila caiu, ela bateu o rosto contra o chão e ficou muito assustada. “Na hora que ela caiu eu fiquei desesperada e cai junto tentando segurar ela. Quem foi me dar o socorro foi o meu marido”, contou.

Sem apoio

Segundo a mãe, os funcionários do Burger King demoraram a perceber o pedido de ajuda da família e informaram que não havia nenhum gerente no local. Quem acompanhou a família até a UPA foi uma funcionária que estava saindo do trabalho.

“O coordenador do Burguer King apareceu lá na UPA depois de uma hora para perguntar se eu coloquei a minha bolsa em cima do trocador, mas a minha bolsa estava no suporte para deficientes. Ele não me tranquilizou, falou que ela levou um tombinho. Ela não levou um tombinho, ela é uma bebê de um ano que caiu da altura de um metro”, disse.

Depois do coordenador, segundo Isabela, outro responsável pela lanchonete levou um lanche para a bebê na hora do jantar, mas não deu outro tipo de assistência. O remédio e o transporte de ida e vinda até o hospital foram pagos por ela.

“Hoje ele não me deu um parecer, não me ligou para ver se minha menina está viva”, disse.

Dores

Segundo Isabela, Camila ainda está com dor de cabeça, tem alguns surtos de choro, “não está com comportamento normal” e será levada novamente até o hospital para atendimento médico.

A família informou ainda que pensa em tomar as medidas cabíveis na Justiça contra o restaurante. “Eu sou autônoma, não tenho carteira assinada e trabalho com marmita, fui prejudicada ontem na janta e hoje na hora do almoço. Eu não estou com o meu psicológico bem, minha filha está assustada. Eu estou perdida, abalada”, disse.

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