Bovespa tem forte queda em dia ruim para bancos; dólar vai a R$ 5,44

O principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em forte queda nesta segunda-feira (4), diante de um dia negativo nos mercados externos e de ‘tombos’ em ações do setor bancário.

O Ibovespa encerrou o dia em queda de 2,22%, a 110.393 pontos. Com o resultado de hoje, a bolsa acumula perda de 0,53% no mês e de 7,25% no ano. Também pressionado, o dólar teve alta de 1,43% e encostou nos R$ 5,45.

Cenário

Por aqui, o Banco Central informou mais cedo que o mercado financeiro elevou mais uma vez as estimativas para a inflação deste ano e do próximo. Para 2021, a alta na expectativa – a 26ª seguida – elevou a taxa esperada para 8,51%.

As ações Itaú e do Banco Inter tiveram fortes quedas nesta segunda. No primeiro caso, o maior banco da América Latina não colheu desvalorização do negócio e, sim, um ajuste do preço das ações após o “divórcio” definitivo com a XP. Em 2017, o banco comprou 49,9% da XP, que era avaliada em R$ 12 bilhões naquela época.

O caso do banco Inter é diferente. O pregão desta segunda-feira é mais uma mostra de fragilidade das ações da empresa, que colhem queda superior a 20% no último mês. Além de uma desvalorização natural pela saída de investidores do setor de tecnologia — mais volátil e arriscado, em busca de ativos mais seguros — o Inter colhia quedas pela possibilidade de aumento dos provisionamentos da empresa.

No exterior o dia foi negativo, mais uma vez com temores sobre a possível quebra da Evergrande, a gigante chinesa do setor imobiliário, que tem dívidas de mais de US$ 300 bilhões.

Nesta segunda-feira, as ações do grupo tiveram sua negociação suspensa na bolsa de Hong Kong, sem apresentar um motivo, mas em meio a expectativas pelo anúncio de uma ‘grande transação’. As ações da empresa registraram queda de quase 80% desde o início do ano.

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ÁGIL DPVAT