Brasil: 2,1% dos alunos carentes têm nível aceitável em leitura

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Além de leitura, o índice também representa o nível de conhecimento em ciências e matemática.

Por Caio Lencioni

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 2,1% dos alunos brasileiros considerados carentes atingiram o nível de bons conhecimentos em Ciências, Matemática e Leitura no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa).

Nos países que compõem a organização, o estudo ‘Igualdade na Educação: Derrubando Barreiras à Mobilidade Social’ aponta que 25% dos estudantes considerados desfavorecidos possuem um bom nível de conhecimento nas três áreas.

O índice representa o percentual de alunos que alcançaram o nível três ou acima do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), aplicado em estudantes de 15 anos.

Os níveis usados pela organização evoluem de acordo com o grau de dificuldade das perguntas presentes no Pisa. Quando o desempenho é abaixo do nível 2, a OCDE diz que isso representa dificuldades escolares e, consequentemente, problemas no futuro com o ingresso dos jovens no mercado de trabalho, assim como evolução social.

Entre os 70 países apresentados no estudo, o Brasil, em que 2,1% dos alunos carentes atingiram o nível 3, se mostra um dos piores nessa questão social, ficando atrás de países como Costa Rica, Trindade e Tobago, Geórgia e Romênia. O país superou a Argélia, Peru, Indonésia, Líbano, Macedônia, Jordânia, Kosovo e Tunísia.


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