Brasil é o terceiro maior transplantador de rins do mundo

Segundo o Ministério da Saúde, transplante de rim representa 70% dos procedimentos realizados no país.

O Brasil ocupa a terceira posição entre os países que mais realizam transplante de rins no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e a Índia, que ocupam a primeira e segunda colocação, respectivamente. O dado foi divulgado na quinta-feira (10), pelo Ministério da Saúde, no Dia Mundial do Rim, celebrado na segunda quinta-feira de março.

De acordo com a pasta, o transplante de rim representa cerca de 70% do total de órgãos transplantados no país, sendo que 90% são financiados integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2021, foram registrados 4.828 procedimentos do tipo. O Ministério estima que mais de dez milhões de pessoas tenham doenças renais no país.

No ano passado, o órgão federal investiu R$ 3,2 bilhões em tratamentos relacionados a essas doenças. A Saúde afirma que existem 729 estabelecimentos de saúde habilitados na alta complexidade para cuidado de doenças renais crônicas no SUS, com oferta de hemodiálise, diálise peritoneal e cuidado do pré-dialítico. É estimado que existam 850 milhões de pessoas com doença renal no mundo.

Importância do órgão

Os rins têm como função básica filtrar o sangue e auxiliar na eliminação de toxinas do organismo. Por serem um par, eles podem ser doados tanto em vida quanto após o falecimento, já que a função renal pode ser mantida por um único rim sem que isso cause prejuízos à saúde do doador.

O transplante renal é recomendado para pacientes com insuficiência irreversível – quando os rins perdem as funções básicas – normalmente provocada pelo avanço de uma doença renal crônica.

Em geral, esse tipo de condição não apresenta sintomas significativos nos estágios iniciais, mas se não tratada corretamente pode evoluir para quadros graves, como insuficiência renal, em que o paciente necessita de tratamentos como a diálise e o transplante renal.

As doenças renais crônicas estão diretamente relacionadas a estilos e condições de vida. Alimentação saudável, exercícios físicos regulares e ingestão de bastante água ajudam a evitar essas condições.

Tratar e controlar os fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo são as principais formas de prevenir doenças renais. O diagnóstico precoce ajuda a evitar o avanço da doença na maioria dos casos.

(*Sob supervisão de Isabelle Resende)

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