Brasil poderá ter gasto adicional com saúde de R$ 50 bi até 2027, devido envelhecimento da população

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Para essa estimativa, foram considerados os gastos em assistência farmacêutica e da atenção de média e alta complexidade, como atendimentos hospitalares e ambulatoriais.

O Brasil pode precisar aplicar R$ 50,7 bilhões em saúde entre 2020 e 2027, apenas com gastos adicionais. A projeção é da Secretaria do Tesouro Nacional. O motivo, segundo estimativa do Relatório de Riscos Fiscais da União, é o envelhecimento populacional.  

Para essa estimativa, segundo o governo, foram considerados os gastos em assistência farmacêutica, inclusive do programa Farmácia Popular, e da atenção de média e alta complexidade, como atendimentos hospitalares e ambulatoriais.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a parcela da população com idade acima de 65 anos era de 10,5% em 2018. A expectativa do instituto é de que esse percentual atinja 15% em 2034 e 25,5% em 2060. 

De acordo com a proposta orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional no final do ano passado, o orçamento previsto para a área da saúde no país, este ano, é de R$ 135 bilhões. Na lista da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil está em 37º lugar em gasto per capita em saúde.