Proprietária informou que câmeras foram entregues à Polícia Civil, afastou preventivamente o monitor citado e disse que continuará colaborando com as investigações.
A proprietária do Buffet Infantil Bambalalão, em Araras (SP), publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (17) para se manifestar sobre a ocorrência registrada na última quinta-feira (16), envolvendo uma denúncia de possível abuso contra uma criança de 9 anos durante uma festa infantil realizada no estabelecimento.
No pronunciamento, Dani afirmou que decidiu gravar o vídeo para esclarecer os fatos diante da repercussão do caso e reforçou que o buffet está colaborando integralmente com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Segundo a empresária, assim que a equipe foi informada sobre a denúncia envolvendo um dos monitores, todas as providências foram tomadas imediatamente.
De acordo com ela, o salão possui sistema de monitoramento por câmeras e as gravações do período citado foram apresentadas aos responsáveis pela criança e entregues às autoridades responsáveis pela investigação.
Ainda conforme a nota, uma análise inicial das imagens não teria identificado qualquer situação que confirmasse o relato apresentado pela vítima. A proprietária afirmou que as gravações, referentes ao período entre 13h e 18h, foram disponibilizadas integralmente e que a mãe da criança teve acesso ao material antes da entrega oficial à Polícia Civil.
Mesmo diante dessa análise preliminar, Dani informou que o monitor citado na denúncia foi afastado preventivamente de suas funções até a conclusão das investigações.
A empresária destacou ainda que o Buffet Bambalalão atua há 18 anos em Araras e afirmou que sempre adotou critérios rigorosos na seleção e acompanhamento dos profissionais que trabalham com as crianças. Ela também relatou que sua própria filha, da mesma faixa etária da vítima, participava da recreação no momento dos fatos.
Ao final do vídeo, Dani pediu desculpas públicas ao proprietário do espaço Casa dos Sonhos, Bruno, afirmando que ele acabou sendo prejudicado pela repercussão do caso, apesar de não ter qualquer relação com a ocorrência.
O caso
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a mãe da criança relatou que a filha, de 9 anos, afirmou que um monitor de 17 anos teria tocado suas partes íntimas durante uma atividade de recreação.
Após ouvir o relato da menina, a mãe retornou ao estabelecimento e acionou a Polícia Militar. As partes envolvidas, acompanhadas de seus responsáveis legais, foram conduzidas ao Plantão Policial.
O caso foi registrado e será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araras, que irá apurar os fatos, analisar as imagens das câmeras de segurança e colher os depoimentos necessários antes de qualquer conclusão.
Até o momento, não há decisão judicial sobre o caso, e a investigação segue em andamento.



