Caminhoneira ajuda homem dado como morto a reencontrar família depois de 20 anos

No início de setembro, Cleusa Ximendes encontrou Ernani Amaral caminhando em uma estrada de Goiás. Familiares do homem viram vídeo postado pela caminhoneira nas redes sociais e entraram em contato com ela.

A história de uma família de Santa Maria e de uma caminhoneira de Pelotas, cidades do Rio Grande do Sul separadas por 293 km, se cruzou em Itumbiara, no interior de Goiás. A 1,7 mil km do estado, Cleusa Ximendes ajudou a reunir um homem dado como morto aos parentes, que não os via há 20 anos. O reencontro foi feito em Ipê, na Serra, no dia 7 de setembro.

Natural de Pelotas, Cleusa sempre carrega comida, roupas e calçados para distribuir a quem encontra desamparado nas estradas. Ela registra seu cotidiano nas redes sociais. “Através dos meus vídeos, eu consigo localizar as famílias ou, se não localizar, pelo menos mostrar que não custa nada dar uma água, uma bolacha, uma roupa e uma boa conversa”, diz Cleusa.

Em um dos vídeos, ela aborda um Ernani Amaral, descobrindo que ele também é gaúcho. Uma sobrinha dele, em Santa Maria, viu o vídeo e entrou em contato com a caminhoneira. “A gente não acreditou. Já fiquei muito emocionada, nervosa. Saí correndo do trabalho. A gente contatou toda família, os amigos ajudando”, relata Gleicimara Amaral.

Ernani foi levado de Goiás para o RS pela caminhoneira Cleusa Ximendes — Foto: Cleusa Ximendes/Arquivo pessoal

História

Ernani saiu de casa, em Santa Maria, no ano de 2001. Desde então, ele e a família não tinham mais mantido contato. O homem chegou a ser dado como morto, com a documentação inativada.

Depois do vídeo gravado por Cleusa em Goiás, os familiares entraram em contato com a caminhoneira, que voltou 70 km para ver se achava o homem e o convidá-lo para voltar para o RS.

Depois do reencontro, Ernani voltou a viver em Santa Maria. O homem, inclusive, voltou a ver o pai, seu Jardelino, de 87 anos, além dos sobrinhos. “Agradecer a Deus que colocou a Cleusa no nosso caminho, na estrada onde o tio Ernani estava. A gente não tem palavras para agradecer”, diz a sobrinha.

Cleusa afirma que já conseguiu reunir três pessoas a familiares durante suas viagens pelo país.

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ÁGIL DPVAT