Caminhoneiros lançam caravana contra alta no preço dos combustíveis

Evento começa no dia 20 de maio em Curitiba (PR) e terá como principal pauta a política de preço da Petrobras.

Caminhoneiros começarão uma caravana pelo Brasil saindo de Curitiba (PR) no dia 20 de maio em protesto contra a política de preços da Petrobras. A expectativa é de que a a carreata dure 2 meses e termine em Brasília. A intenção é que não seja um movimento exclusivo dos transportadores e que a população também seja convocada a participar. O movimento também pedirá a reestatização de empresas tidas como estratégicas ao Brasil, como a Vale do Rio Doce.

A organização do movimento, chamado de “Soberano Brasil”, está sendo feita pela ANTB (Associação Nacional de Transporte no Brasil Liberdade e Trabalho). Segundo o presidente da entidade, José Roberto Stringasci, todos aqueles que se sentem prejudicados pelo PPI (Preço de Paridade de Importação) estão convidados a participar. 

O PPI faz com que o preço dos combustíveis no Brasil fique equiparada ao preço do barril do petróleo no exterior. Ou seja, a cada alta desta matéria-prima, os preços combustíveis aumentam aqui no Brasil.

Essa equiparação de valores é apontada pelos caminhoneiros como principal justificativa pela alta dos combustíveis no Brasil. Entretanto, ela é defendida pelo novo presidente da Petrobras e não há sinais nem do governo, nem da direção da estatal que haverá mudanças nessa política num curto prazo.

Stringasci afirma que, diferentemente das paralizações dos caminhoneiros, essa caravana não trará risco de desabastecimento nas cidades por causa de caminhões parados nas estradas porque esse não é um movimento grevista e sim uma forma de chamar atenção das autoridades sobre o impacto da política de preços da Petrobras no bolso do povo brasileiros.

O presidente da ANTB afirma ainda que não será permitido discurso de políticos na carreta oficial do evento. “Se quiser nos seguir nos carros deles, tudo bem. Mas na carreta oficial, não”, disse.

O movimento conta com um site que permite doações para financiar as viagens. Segundo Stringasci, a expectativa é que sejam percorridos 8 mil km, o que demandaria cerca de R$ 50 mil para percorrer todo o percurso previsto.

Leia mais no texto original: https://www.poder360.com.br.

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