Cão é achado morto por envenenamento após vizinho reclamar de latidos

Caso ocorreu em Guarujá, no litoral paulista. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, delegacia instaurou inquérito policial e todas as circunstâncias são investigadas.

Um cachorro da raça rottweiler foi encontrado morto por envenenamento cerca de 20 dias após um vizinho reclamar dos latidos dele, em Guarujá, no litoral de São Paulo. A dona de Bentley foi até a delegacia para denunciar e desabafou sobre o caso nas redes sociais. 

Segundo relata, Bentley ficava junto com o rottweiler do companheiro dela, em um terreno próximo ao prédio onde mora. No dia 1º de março, um vizinho foi até o estabelecimento em que o namorado dela trabalha, falando que os cachorros latiam muito, e que não deixavam a mãe dele dormir. De acordo com Luiza, o companheiro tentou explicar que o homem havia confundido os cães, e que os latidos não eram dos dois.

Mesmo assim, o vizinho teria ficado alterado e chegou a ameaçar. “Resolve isso, ou vou dar meu jeito”, teria dito. Depois do episódio, ela ficou preocupada, e pensou em registrar um boletim de ocorrência. Apesar disso, a família acreditou que não havia a possibilidade de algo pior acontecer, e ela desistiu da ideia de denunciar. Entretanto, algumas semanas depois, no dia 23 de março, ela entrou no terreno e encontrou Bentley morto. 

Inconformada com a morte do pet, ela procurou fazer um exame nele para descobrir a causa. No veterinário, foi constatado que a morte se deu por envenenamento por chumbinho. Luiza passou, então, a procurar câmeras de monitoramento próximas. Nas imagens obtidas por ela, é possível ver o vizinho, que seria o suspeito, com uma sacola na mão, passando pelo terreno.

Luiza decidiu denunciar e fez o boletim de ocorrência, registrado como ‘praticar ato de abuso a animais’. Ela ainda cedeu as imagens do dia da morte do cão à Polícia Civil. Desde então, busca por justiça, e chegou a publicar nas redes sociais a história, junto com vídeos do pet.

Luiza acredita que o vizinho tenha sido o responsável, e espera a continuidade das investigações para que algo seja feito a respeito. A dona do cão acredita que o vizinho ainda não foi intimado para prestar depoimento a respeito do caso. Além de registrar o boletim de ocorrência, ela deixou um pendrive com todas as imagens que conseguiu coletar.

Questionada sobre o caso, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) se o suspeito já foi ouvido, mas não obteve retorno. Entretanto, a pasta confirmou que o caso foi registrado como ‘praticar ato de abuso a animais’ na Delegacia Sede de Guarujá, no dia 28 de março, e informou que a unidade instaurou inquérito policial, e que todas as circunstâncias dos fatos são investigadas. 

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ÁGIL DPVAT