Carros seminovos são vendidos por valor até 33% acima da tabela Fipe

Valorização dos automóveis usados é motivada pelo aumento da procura e pela falta de insumos para produzir 0km nas montadoras.

O aumento da procura por seminovos motivado pela falta de peças nas montadoras deixou os carros usados mais caros ao longo do último ano. Somente em setembro, dados coletados pela plataforma InstaCarro mostram que os veículos apresentaram valorização até 33% acima da tabela Fipe, referência do setor automotivo. 

A crise dos semicondutores tem valorizado cada vez mais o mercado de automóveis usados e seminovos em 2021. Para suprir a falta de novos no mercado e com a demanda em alta, há modelos valorizados em até 33% na InstaCarro, plataforma que auxilia a venda de veículos usados ou seminovos. Fundada em 2015, a startup conta com uma base de mais de 4 mil compradores.

“Para se ter uma ideia, a relação entre a venda de carros usados e novos está no ponto mais alto de toda a série histórica realizada desde 2004 pelo Bradesco. Para cada automóvel zero km vendido no ano, foram comercializados 6,5 usados”, afirma o CEO da InstaCarro, Luca Cafici.

Em setembro, a plataforma, que apura mensalmente as maiores valorizações em relação à tabela FIPE dos veículos negociados por ela, identificou o Hyundai Tucson 2018 com uma valorização de 33,5%, despontando como primeiro lugar em um ranking de 10. O Chevrolet Tracker 2021 valorizou 12,88%, ocupando a segunda colocação, seguido da Mitsubishi L200 Triton 2018, com 10,3%.

Dentre os possíveis motivos para esse comportamento atípico do mercado, estão fatores como os reflexos do aumentos dos custos e do câmbio da moeda. Além disso, soma-se o desequilíbrio entre oferta e demanda tanto de unidades novas quanto usadas. Os impactos da pandemia no fornecimento de matéria-prima para a produção de veículos já forçaram a paralisação das linhas de montagem de diversas montadoras não somente no Brasil, como em escala global.

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ÁGIL DPVAT