Casal junta R$ 8.400 em galão de água mineral para ajudar nas despesas do casamento

Tudo começou em dezembro de 2017, quando o casal decidiu marcar o casamento para 20 de novembro de 2020.

As fotos de um casal exibindo a quantia de R$ 8.400 juntados ao longo de dois anos dentro de um galão de água mineral usado como cofre improvisado viralizou na internet no começo desta semana, com várias manifestações de apoio, desejos de seguir o exemplo e umas poucas críticas. O objetivo dos jovens Guilherme Zacher, de 25 anos, e Isabelle Rodrigues, de 22, moradores de Petrópolis, foi juntar dinheiro para ajudar nas despesas com o casamento marcado para o fim deste ano.

Tudo começou em dezembro de 2017, quando o casal decidiu marcar o casamento para 20 de novembro de 2020. Eles contaram que traçaram algumas metas e o “cofrinho” foi uma delas. A partir daí, toda moeda ou cédula que sobrava ia para o galão. A iniciativa foi apoiada pela família, que também ajudava com contribuições.

— No início apenas eu juntava. Depois minha noiva embarcou, minha mãe, meu pai e os pais dela também. E, quando percebi, sempre que chegava em casa, no rack da sala havia moedas de R$ 1 e uma notinha ou outra “do cofre” — afirmou Guilherme, que é microempresário e estudante de Teologia.

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Nesse período, conseguiram juntar 516 notas de R$ 2; 217 notas de 5; 155, de R$ 10; 130 de R$ 20; R$ 13 de R$ 50; três de R$ 100, 950 moedas de R$1; e 466 de R$ 0,50. A quantia acumulada vai agora para a poupança. Sobre as críticas de que poderiam ter feito isso desde o começo o rapaz explica:

— Muitos disseram “deram mole. Deveriam ter aplicado este dinheiro, teria rendido mais”. Errado, este dinheiro não era e nunca foi um valor fixo eram simples trocos que sobravam entre um gasto e outro. Não era um valor considerado para aplicar. Agora sim vamos fazer isso. Era um valor picado, uma moeda aqui outra ali. Então, a maior das ilusões é dizer que dinheiro ficou parado. Ele nunca foi parado. Apenas estava sendo acumulado. Sei que pra alguns é difícil entender mas é a verdade — argumenta.

Guilherme contou também que ele e a noiva, que é estudante de Nutrição, não fizeram nenhuma mudança substancial na rotina. Cinema e o passeio no shopping com direito a um lanche, por exemplo, foram mantidos. A diferença é que todo troco que sobrava das despesas ia direto para o galão.

— Nos últimos seis meses ficou tão gostoso a expectativa que a gente acabou se viciando em alimentar o cofrinho — brinca. Segundo Guilherme, o dinheiro acumulado será importante para ajudar nas obras da casa, que está em construção, bem como em algumas despesas do casamento.

— O primeiro “cofre” já foi. Mas, pensa que parou? Já demos início ao segundo, agora nos comprometendo em retirar (o dinheiro acumulado) a cada seis meses — conclui Guilherme, que já providenciou outro galão para começar tudo de novo.