Caso Aline: jovem foi a primeira vítima de homicídio desde 2017 em Alumínio, SP

Polícia prendeu suspeito por estupro e homicídio contra Aline Dantas, de 19 anos. Segundo a SSP, quatro casos de abuso sexual ocorreram na cidade em 2019.

O último homicídio registrado antes da morte em setembro da jovem Aline Silva Dantas, de 19 anos, em Alumínio (SP) foi em 2017, segundo os registros da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Aline foi encontrada morta três dias depois de desaparecer, em setembro, quando saiu de casa para comprar fraldas para a filha de um ano. O corpo da jovem estava em uma área de mata e parcialmente queimado sob troncos de árvore.

O suspeito Heronildo Martins de Vasconcelos, de 45 anos, foi preso na casa dele na quarta-feira (2) depois que a polícia identificou o DNA dele no corpo da vítima. O homem teve a prisão temporária pedida e negou envolvimento.

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Ainda segundo os dados da SSP, Aline foi a primeira vítima morta no ano, mas não a única mulher a sofrer abuso sexual. Em 2019, quatro casos de estupros ocorreram na cidade, dois a menos que em todo o ano de 2018.

O maior registro foi em 2017, com 11 estupros registrados. Além disso, naquele mesmo ano, houve dois homicídios, sendo em maio e junho.

Conforme a polícia, o crime registrado em maio teve como vítima um homem de 32 anos, que morava sozinho no imóvel e foi achado marcas de facadas em sua casa, no bairro Colibri e Figueiras. A vítima havia saído da prisão dois meses antes de ser morto. O suspeito do crime foi detido no mesmo dia e confessou a autoria na delegacia.

O atual delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, trabalhou como titular de Alumínio entre 1991 e 1993, quando a região ainda era um distrito. Segundo ele, a cidade mesmo sendo cortada pela Rodovia Raposo Tavares tem o dia a dia calmo.

“Sempre manteve a tendência de crimes contra a vida e patrimônio com índices baixos, como teria que ser qualquer cidade. O fato que aconteceu com a Aline é um fato de oportunidade e pontual, não reflete o dia a dia. Foi uma causa imprevisível e isolada em uma cidade tão pacata”, diz.

Caso Aline

Ainda conforme a polícia, após matar e estuprar Aline, no dia 8 de setembro, Heronildo foi para um velório na cidade onde ficou até a manhã de segunda-feira. Ele deixou o local por volta das 6h e teria furtado uma embalagem de álcool em gel.

De acordo com a delegada Luciane Bachir, Heronildo foi o principal suspeito desde o início. A polícia informou que a vítima e o homem não se conheciam e o crime não teria sido premeditado.

Buscas

Equipes de buscas se mobilizaram para encontrar a jovem depois do desaparecimento, no dia 8 de setembro. A polícia teve o apoio de cães farejadores da Guarda Municipal de Itupeva.

Câmeras de segurança registraram Aline entrando em uma farmácia para comprar fraldas para a filha. Em outras imagens, ela aparece caminhando pelas ruas da cidade, sempre sozinha.

Em outra imagem conseguida pela polícia, Aline aparece caminhando e sendo seguida pelo suspeito. Segundo a polícia, o corpo de Aline foi identificado com base nos traços da vítima e de pedaços do vestido que ela usava no dia do desaparecimento.

No dia seguinte ao encontro do corpo de Aline, em 12 de setembro, policiais encontraram um artefato explosivo na área onde foi localizado o corpo de Aline. A polícia informou que o artefato foi deixado no local depois que o corpo foi encontrado e não há relação com o crime.

O velório da jovem foi realizado na manhã do dia 12 de setembro. Ela foi enterrada no cemitério municipal.