A Secretaria Municipal da Saúde reforçou que o licenciamento sanitário é obrigatório para atividades que envolvem risco à saúde pública e orienta que estabelecimentos com pendências busquem regularização junto ao órgão competente.
A Divisão de Vigilância Sanitária do Município de Araras tornou público o cancelamento da licença sanitária da empresa Cereais Bom Jesus Araras Ltda, inscrita no CNPJ 05.143.807/0001-05, localizada na Avenida Júlio Victorello, 1095, Distrito Industrial V, CEP 13609-586, em Araras (SP). O responsável legal do estabelecimento é Rafael Roverssi Luvisotto.
O ato administrativo foi deferido pela Vigilância Sanitária e formalizado por José Roberto da Silva, Coordenador da Vigilância Sanitária, e por Romildo Benedito Borelli, Secretário Municipal da Saúde.
De acordo com o documento publicado, os responsáveis pelo estabelecimento declararam estar cientes das obrigações legais e assumem o compromisso de cumprir toda a legislação vigente, além de observar boas práticas sanitárias nas atividades exercidas.
O texto também registra que os responsáveis reconhecem que respondem civil e criminalmente pelo não cumprimento das exigências impostas, estando sujeitos ao cancelamento do documento em caso de irregularidades. O ato é datado de 19 de novembro de 2025.
A Secretaria Municipal da Saúde reforçou que o licenciamento sanitário é obrigatório para atividades que envolvem risco à saúde pública e orienta que estabelecimentos com pendências busquem regularização junto ao órgão competente.
Produtores denunciam calote de R$ 1,6 milhão
Paralelamente ao cancelamento da licença sanitária, a empresa Cereais Bom Jesus Araras também se tornou alvo de denúncias por parte de produtores rurais da região. Agricultores registraram um boletim de ocorrência em Araras afirmando que a cerealista não pagou mais de R$ 1,6 milhão referentes à compra de grãos de soja e sorgo.
Segundo os produtores, a empresa recebia os grãos para comercialização, mas não repassava os valores negociados, acumulando uma dívida milionária.
Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, a advogada da empresa, Luciene Mesquita, afirmou que toneladas de soja teriam desaparecido dos silos da cerealista entre 2020 e 2022, e disse ainda que o estabelecimento enfrenta dificuldades financeiras, o que estaria impedindo o pagamento aos produtores.
A Polícia Civil deve investigar tanto o desaparecimento dos grãos quanto o possível calote denunciado.



