Catador de recicláveis que teve dedo decepado em atropelamento ganha carrinho novo

Câmera de segurança flagrou o acidente em Pirajuí (SP). Motorista fugiu sem prestar socorro e é investigado em liberdade por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.

O catador de recicláveis que teve o dedo polegar decepado depois de ser atropelado por um carro no centro de Pirajuí (SP) ganhou um novo carrinho para dar continuidade ao trabalho, que é sua única fonte de renda.

No acidente, Luís Carlos Neves, de 40 anos, perdeu o carrinho que utilizava para trabalhar e, com o movimento das mãos comprometidos, passou a viver de doações. Na manhã desta sexta-feira (21), uma empresa metalúrgica fez a doação de um novo carrinho para ele.

O atropelamento aconteceu no dia 20 de abril, e foi registrado pela Polícia Civil no dia 27 do mesmo mês. O catador contou à polícia que estava recolhendo reciclagem com seu carrinho quando foi atingido por um veículo em alta velocidade. 

O novo carrinho deu ânimo ao catador de recicláveis que, segundo a família, já está conseguindo movimentar os outros dedos. “Estou muito feliz, graças a Deus. Agora vou conseguir trabalhar. A mão não dói mais”, detalhou Luís Carlos.

A irmã do catador, Luciana Cristina Neves, explicou que ele já não precisa mais dos medicamentos e agora está no processo de cicatrização, mas que a família ficou muito contente. “Fui com ele receber o carrinho e ficamos muito felizes. Ele estranhou um pouco ao tentar empurrar o carrinho por conta do dedo, mas conseguiu”, detalha.

Mesmo com o carrinho, a família ainda depende de doações para sobreviver, já que o tempo parado prejudicou ainda mais a renda do catador. “Não tem como ficar parado, é a fonte de renda dele. Não recebemos mais doações e foi ficando difícil. Seria bom se conseguíssemos mais doações de comida”, afirma Luciana.

Investigação

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender o acidente de trânsito na Rua Barão do Rio Branco, mas quando chegou ao local, o catador já tinha sido levado ao pronto-socorro.

O caso é investigado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. Segundo o delegado César Ricardo do Nascimento, o jovem de 25 anos confessou o atropelamento e está sendo investigado em liberdade pelo crime de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, além da fuga do local do acidente.

O motorista alegou à Polícia Civil que fugiu do local do acidente sem prestar socorro porque não tem carteira de habilitação. 

CLIQUE NA IMAGEM E FALE DIRETO PELO WHATSAPP
ÁGIL DPVAT