Cavalaria da PM conta com mais de 500 cavalos que auxiliam nas atividades de policiamento em SP

Animais são selecionados com base em critérios pré-estabelecidos e recebem treinamentos específicos para atuação.

O Regimento de Polícia Montada “9 de Julho” atua na preservação e manutenção da ordem pública em todo o território estadual. A corporação, fundada em 1892, é atualmente composta por 511 cavalos que auxiliam os policiais militares nas atividades de policiamento e solenidades, na Capital e nas demais 16 unidades.

Para atuar na Cavalaria é preciso que o animal tenha de 3 a 8 anos de idade e se adeque aos critérios físicos estabelecidos, para que se adapte da melhor forma às funções desempenhadas. Dentre as características necessárias destacam-se a altura mínima de 1,52cm, ser castrado – com exceções –, e ter pelagem simples e composta de acordo com a necessidade.

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A aquisição dos cavalos pode ocorrer de três maneiras diferentes. Através de compra realizada com recursos próprios do orçamento financeiro da Instituição – de acordo com os termos da legislação específica – e sob análise do Comando Geral e de oficiais médico veterinário. Outro modo é a doação feita por pessoas físicas ou jurídicas à unidade, de acordo com o Decreto 25.644 (7/8/2986).

Os animais que pertencem à Cavalaria também são selecionados na matriz do Polo Regional da Alta Mogiana, pertencente à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e conveniado ao Regimento. Na fazenda, localizada na cidade de Colina (SP), a reprodução e a criação dos cavalos são acompanhadas até que os filhotes sejam escolhidos para compor a tropa.

 

Ambientação e domação

Após o processo de seleção os animais ficam à disposição da Seção de Picaria e Volteio da Polícia Militar, onde passam por um período de ambientação e aclimação que dura, em média, de dois a três dias. A etapa seguinte é a de domação, subdividida em não montada e montada e com tempo médio de 4 meses.

A fase não montada é caracterizada pela aproximação entre o domador – policial militar – e o cavalo, e tem como objetivo estabelecer relação de confiança. Nesse momento é realizada a adaptação aos objetos utilizados no dia a dia da unidade, como o cabresto que é colocado pela primeira vez, além do uso de mantas, pelegos (arreios) e selas.

O segundo passo é o processo de montaria, quando ocorre a consagração do domador e do cavalo por meio da confiança mútua, de modo que o animal esteja mais tranquilo e receptivo. Nessa fase são iniciados os trabalhos de andaduras para que ele aprenda a se deslocar com tranquilidade e realizar o trote de trabalho, além do galope para finalizar a domação e capacitá-lo ao trabalho nas ruas.

 

Vida após o serviço policial

Os cavalos podem atuar no Regimento até completarem 23 anos de idade, momento em que são aposentados e doados a pessoas físicas capazes de proporcionar conforto, cuidados e carinho aos animais.

Para adotar um dos oficiais de quatro patas é preciso obedecer a condições previstas no Contrato de Doação com Encargo, segundo os termos do artigo 540 do Código Civil Brasileiro. A prioridade, nesses casos, é dos policiais que tiveram contato direto com o cavalo, a fim de garantir o conforto a ele.

Além de ter disposição para oferecer carinho, local seguro e tranquilidade, os interessados precisam cumprir com as necessidades médico-veterinárias, de higiene e alimentação proporcionando um descanso estável ao cavalo.