Chefe de segurança desengasga bebê por três vezes após família pedir ajuda: ‘Sentei em um banco e chorei’

Funcionário de loteamento em Bertioga, no litoral de São Paulo, estava no local quando a família da criança parou para pedir informações sobre hospital mais próximo.

O chefe de segurança Álvaro Guilherme dos Santos, de 58 anos, desengasgou por três vezes um bebê de 5 meses, após a família da criança parar para pedir informações sobre onde ficava o hospital mais próximo. Santos, que estava trabalhando em um loteamento próximo de Boraceia, em Bertioga, no litoral de São Paulo, abriu a porta do carro e ajudou no resgate. “Peguei o bebê e comecei a fazer as manobras, estava engasgando com catarro, estava roxinho, ficando cianótico”.

O resgate ocorreu em 29 de outubro, mas as imagens foram divulgadas nesta quarta-feira (15). Santos explica que a situação foi rápida. “Eu estava passando pela portaria quando vi um carro com o pisca ligado. Pararam para pedir informação, e nisso perguntei para a mãe do bebê o que tinha acontecido. Fiz os procedimentos, e nisso ele voltou ao normal”.

Nas imagens, é possível ver o momento em que o carro se aproxima do local. O chefe de segurança abre a porta do veículo, retira a criança e inicia o processo de reanimação. Na sequência, ele entra com a criança no veículo, que sai em direção ao ambulatório do loteamento.

Santos afirma que a criança engasgou mais duas vezes. “Ele estava ficando roxo de novo, e falei que não dava para ficar ali, então, fomos para o ambulatório que tem dentro do loteamento. No caminho, fiz novamente a manobra no bebê, consegui fazer a retirada do catarro, mas ele teve uma outra situação mais grave, e do jeito que eu estava no carro, não tinha muita firmeza para fazer, mas mesmo assim cheguei com ele na porta, fiz a manobra de novo e desengasguei ele pela terceira vez. Graças a Deus, deu tudo certo”.

O chefe de segurança conta que também é bombeiro civil, e que todos os funcionários do local têm curso de primeiros-socorros e brigada de incêndio. “[Trabalho] desde julho, seis meses que assumi a gerência da segurança, mas já trabalhava aqui como técnico de segurança, estou na empresa há uns cinco anos”.

O funcionário do loteamento disse, ainda, que a família da criança era de São Paulo, e teria alugado uma casa no local, mas que já estavam indo embora. “Assim que a criança foi estabilizada, ele foi encaminhado por uma ambulância para o Hospital de Bertioga”.

‘Chegou desfalecendo’

Santos conta que a distância do local do resgate até o hospital é cerca de 30 km. “Quando ele chegou aqui, já estava desfalecendo, talvez ele não chegaria com vida, mas graças a Deus, deu tudo certo”.

“É difícil falar. Na hora, fiz tudo que tinha que fazer tranquilamente, mas depois do que aconteceu, sentei em um banco que tem aqui e chorei. Eu só agradeci a Deus por ter me usado, me colocado naquela hora ali para salvar a criança. Deus é maravilhoso”, conclui.

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