Ciclistas salvam cachorro de ataque de sucuri no interior de SP

Animal de 4 metros de comprimento estava em lagoa e aproveitou momento em que cão foi beber água para dar o bote. Luta para resgatar Negão exigiu força e paciência de dono e amigos.

Por Por G1 Ribeirão Preto e Franca

Três ciclistas salvaram um cachorro do ataque de uma sucuri em Jaborandi (SP). A luta para resgatá-lo da boca da cobra durou cerca de vinte minutos, e foi preciso força e paciência. Após o resgate, os ciclistas devolveram o réptil à natureza. Apesar do susto e de parecer traumatizado, o cachorro Negão passa bem.

O ataque aconteceu na tarde de sábado (14), durante o passeio ciclístico do médico veterinário Paulo Sérgio Marqueti, do adestrador Adilson Tosi, e do filho dele, Miguel Tosi. Eles estavam acompanhados de dez cães, como de costume, e seguiam pela região conhecida como lagoa do Pirola, quando ouviram o choro de Negão, que havia descido um barranco para tomar água.

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“Achamos que ele tivesse pego alguma presa ou a presa tinha pegado ele. Quando nós nos aproximamos, eu só vi a barriga da cobra enrolando ele e afundando na água”, diz Marqueti.

O médico largou a bicicleta e não pensou duas vezes antes de entrar na água para socorrer o cachorro. Ele conseguiu localizar os dois submersos e puxá-los para a margem.

“Aí a gente foi conseguindo fazer com que ela desenrolasse dele e ela soltasse da boca. Ela pegou na pele do pescoço dele”, diz o médico veterinário. O estudante Miguel Tosi começou a filmar a tentativa de salvar o animal. No vídeo, é possível ver o esforço dos três para livrar o bicho.

“Um homem só não conseguiria retirar. A cobra tem força de três homens. Eu não consegui abrir a boca dela com a mão. Eu catei pedaços de pau, fui fazendo o calço dos dois lados e depois coloquei no meio da boca dela. Foi onde ela soltou o animal”, diz Adilson.

O vídeo mostra que os três amigos vibram após salvar Negão. Segundo Marqueti, a sucuri era filhote e media cerca de quatro metros. Após desistir de almoçar o cão, a cobra voltou à água. Em meio ao desespero para livrar o amigo de quatro patas da morte, o médico veterinário ainda pensou em preservar o animal.

“A gente achou que não era certo matá-la. A gente conseguiu soltar o Negão e liberá-la para que ela siga a vida dela tranquilamente”, diz o médico veterinário.