Cientistas criam app que consegue diagnosticar anemia através de fotos das unhas

A anemia é uma doença que afeta os níveis de hemoglobina e atinge mais de dois bilhões de pessoas em todo o mundo. Entre os possíveis efeitos estão a fadiga severa, problemas cardíacos e complicações na gravidez

Para diagnosticar anemia, é necessário fazer exames de sangue, e isso pode ser mais difícil em comunidades mais carentes.

A tecnologia pode ser uma aliada no diagnóstico precoce da doença. A equipe liderada por Wilbur Lam, da Universidade de Emory, em Altanta, nos EUA criou um aplicativo capaz de diagnosticar a doença através da análise da cor das unhas de uma pessoa em uma fotografia.

Estudos anteriores já haviam mostrado que o grau de palidez de alguns tecidos do corpo, como as unhas, seria um bom indicativo de anemia. Como a pele abaixo das unhas não possui pigmento a hemoglobina – pigmento portador de oxigênio do sangue – é a principal fonte de cor.

O aplicativo permite que as pessoas obtenham uma medição de hemoglobina em segundos, fotografando suas unhas e tocando na tela para indicar onde elas estão na imagem. O app usa os metadados de foto para contabilizar e fatorar as condições de iluminação do ambiente.

“Como é necessário apenas um smartphone, nosso aplicativo permite que qualquer pessoa faça uma triagem de anemia a qualquer momento. Tudo o que eles precisam fazer é baixar o aplicativo”

Vale dizer que o app não tem o mesmo nível de precisão de um exame de sangue, já que a medição é baseada em um banco de dados de fotos de unhas de pessoas com níveis conhecidos de hemoglobina.

Contudo, o sistema é sensível o suficiente para ser útil na triagem de grupos com alto risco de anemia, como idosos, gestantes e crianças pequenas.

A ideia é que o aplicativo evolua para a personalização com medidas de uma pessoa específica, tornando-o útil para o monitoramento da anemia em casa de forma indolor. O aplicativo precisa de uma série de testes antes de ser disponibilizado para o público nas lojas de apps.

Lam e sua equipe também trabalham em formas de usar smartphones para avaliar a icterícia, um amarelamento da pele e dos olhos causado por doenças do fígado.


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