Clube do Livro: Ufanismo de o “Triste fim de Policarpo Quaresma” será discutido no próximo dia 28 em Araras, SP

Escrita por Lima Barreto, em 1911, importante obra da Literatura Brasileira será debatida a partir das 16h, plataforma Google Meet.

O ufanismo (orgulho exagerado pelo país em que nasceu) de o “Triste fim de Policarpa Quaresma”, do autor nacional Lima Barreto será a discussão deste mês de agosto do Clube do Livro de Araras (SP).

O romance pré-modernista será debatido no próximo dia 28 (sábado), às 16h, pela plataforma Google Meet. Interessados em participar do encontro online ou conhecer o livro devem preencher o seguinte formulário: https://docs.google.com/forms/d/1wQfp_moD1H75DFBABF7CjYEjSynaZrSpaQhJb3UCzA0/edit. Publicado em 1911, nos folhetins do Jornal do Commercio (extinto jornal do Rio de Janeiro), a importante obra da Literatura Brasileira recebeu o formato livro pela Editora “Revista dos Tribunaes”, em 1915.

“Triste fim de Policarpo Quaresma é a obra máxima (magnum opus) de Lima Barreto, importante escritor brasileiro do século XX e que apresenta uma infinidade de discussões sobre a nossa história e sociedade, o que inclui o papel da mulher no final do século XIX e começo do século XX, o nosso idioma, o idealismo, a importância do violão em nossa cultura, além de momentos históricos marcantes, como a Revolta da Armada (conflito ocorrido durante o governo de Floriano Peixoto) e a Primeira República (1889 a 1930). É um livro essencial para quem quer conhecer mais da literatura produzida no Brasil e um de seus grandes personagens”, comentou Gustavo Grandini Bastos, bibliotecário municipal.

Leitura obrigatória para o vestibular da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), obra está disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal Martinico Prado ou no Portal Domínio Público, pertencente ao Governo Federal, no link: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action&co_obra=2028.

Sinopse de o “Triste fim de Policarpo Quaresma”

Policarpo Quaresma ama o Brasil. Ama porque é a terra mais fértil do mundo, porque tem a fauna e a flora mais lindas e exuberantes, porque é a cultura mais rica, a melhor comida, em variedade e sabores, porque possui as mulheres mais belas. Funcionário público, fluente em tupi, estudioso da cultura indígena e grande apreciador das modinhas de violão ― para ele, o único estilo de música verdadeiramente nacional ―, Policarpo, como Dom Quixote de La Mancha, enfrenta moinhos de vento para provar a todos o seu ponto de vista, bradar ao mundo o amor por sua musa, não a Srta. Dulcineia de Toboso, mas a mui amada pátria brasileira. Mas, afinal, que fim poderia ter a aventura de Policarpo? Repleto de personagens fortes e carismáticos, o romance de Lima Barreto é, ao mesmo tempo, um ensaio sobre o idealismo, uma crítica profunda, mas permeada de comicidade, da realidade brasileira do fim do século XIX e início do XX e um retrato das mudanças pelas quais o Brasil passava naquela época.

A obra foi adaptada ao cinema em 1998, com o ator Paulo José (1937-2021) no papel de Policarpo Quaresma. A direção foi de Paulo Thiago, com adaptação de Alcione Araújo.

Lima Barreto

Nascido em 13 de maio de 1881, Lima Barreto (Afonso Henriques de Lima Barreto) foi escritor e jornalista, produzindo contos, crônicas e romances, entre eles, “Clara dos Anjos”, “Recordações do Escrivão Isaías Caminha” e, o mais famoso, “Triste fim de Policarpo Quaresma”. Ele atuou em inúmeros veículos de imprensa da sua época.

Lima Barreto já foi tema de enredo de Carnaval do Rio de Janeiro em 1982, pela Escola de Samba GRES (Grêmio Recreativo Escola de Samba) Unidos da Tijuca e sua obra tem sido estudada por inúmeros pesquisadores, como a Profa. Dra. Lilia Moritz Schwarcz (USP – Universidade de São Paulo) que publicou, em 2016, a biografia “Lima Barreto – Triste Visionário”, mesmo ano em que foi tema da 15ª edição da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty). O autor faleceu em 1º de novembro de 1922, aos 41 anos.

Além de “Triste fim de Policarpo Quaresma”, Lima Barreto escreveu outras obras: “Recordações do Escrivão Isaías Caminha” (1909), “As Aventuras do Dr. Bogoloff” (1912), “Numa e a Ninfa” (1915), “Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá” (1919), “Histórias e Sonhos” (1920), “Os Bruzundangas” (1923 – póstumo), “Bagatelas” (1923 – póstumo) “Clara dos Anjos” (1948 – póstumo), “Diário Íntimo” (1953 – póstumo), “Feiras e Mafuás “ (1953 – póstumo), “Marginália” (1953 – póstumo), “Vida Urbana” (1953 – póstumo), “Cemitério dos Vivos” (1956 – póstumo e inacabado),“Coisas do Reino de Jambon” (1956 –póstumo), “Impressões de Leitura” (1956 – póstumo),“Correspondência” (1956 – póstumo, 2 volumes),“O Subterrâneo do Morro do Castelo” (1997 – póstumo) e “Sátiras e outras subversões: textos inéditos “ (2016 – póstumo e organizado por Felipe Botelho Corrêa).

Sobre o Clube do Livro

O Clube do Livro de Araras é uma inciativa independente que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura. A iniciativa começou em 2019 com os ararenses apaixonados por literatura Danton Favaretto e Isabella Spatti. As reuniões na Biblioteca Municipal Martinico Prado começaram no mês de dezembro do mesmo ano.

Em decorrência da pandemia da Covid-19 (Sars-CoV-2), os encontros do Clube passaram a acontecer de modo virtual. Outras informações sobre o Clube do Livro podem ser obtidas pelo telefone 3551-1534 (Biblioteca).

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