Com aumento nos preços das carnes, vendas de pé de frango aumentam; preço quase dobrou em 2021

Outros cortes mais baratos, como moela e pescoço, também entraram na nova lista de preferências do consumidor.

Com a alta constante dos ítens da cesta básica provocada pelo crescimento da inflação, alimentos como o frango, rico em proteínas, mas que já foi considerado alimento de ‘baixa renda’ começou a faltar na geladeira dos brasileiros. Para não deixar de consumir o frango, muitos brasileiros começaram a adotar a compra de partes consideradas ‘menos nobres’ da galinha, como os pés.

Com aumento nos preços das carnes, vendas de pé de frango aumentam — Foto: Arquivo Pessoal

O mesmo acontece com o peixe

O mesmo já acontece desde o início do ano com o peixe, onde parte da população compra apenas a cabeça; e a carne bovina, onde algumas pessoas compram apenas os ossos, usados no preparo de sopas. Desta forma, alimentos antes considerados de ‘segunda categoria’ agora formam o cardápio diário da população.

No entanto, com o aumento no consumo, o preço dos cortes mais baratos aumentou em até 100% em todo o país. No caso do pé de frango, o valor aumentou em 100% no preço cobrado em atacado em São Paulo. Outros cortes mais baratos, como moela e pescoço, também entraram na nova lista de preferências do consumidor.

Com aumento nos preços das carnes, vendas de pé de frango aumentam — Foto: Arquivo Pessoal

O frango inteiro ficou mais caro

Além dos pés, o frango inteiro ficou mais caro este ano. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agronomia da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), o valor do quilo do frango inteiro custa atualmente R$ 8,41, aumento prático de 43% no preço do produto. Esta alta é a maior registrada desde 2004, quando o CEPA começou a monitorar a oscilação de valores da mercadoria. 

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ÁGIL DPVAT