Comerciantes se reúnem com Felipe Beloto por apoio para reivindicar ao Município mais medidas contra a Pandemia em Araras, SP

A pauta de reivindicações foi transformada num ofício, lido em parte por Beloto na última sessão da Câmara Municipal.

Um grupo de comerciantes de Araras (SP), proprietários de lojas de varejo da região central da cidade e de alguns bairros, reuniu-se com o vereador Felipe Beloto (PL) nos últimos dias para alinhar termos de uma longa pauta de reivindicações que desejam fazer ao Município, pelo que chamam de “providências de ordem aguda e urgente”, visando com que a cidade não volte a retroceder à fase vermelha do Plano São Paulo, aquela fase na qual só funcionam estabelecimentos considerados essenciais.

A pauta de reivindicações foi transformada num ofício, lido em parte por Beloto na última sessão da Câmara Municipal, nesta segunda-feira (13), quando o vereador comunicou aos pares que o documento seria protocolado no Legislativo ainda hoje -terça-feira – como de fato foi.

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Assinam o texto os empresários Erika Cazarin, José Osmar Nunes Barbosa, Antonio Carlos Margini e Ângelo Terciotti. Mas essa comissão reuniu também mais de 100 assinaturas de outros lojistas para engrossar os pedidos.

No texto, os comerciantes afirmam que “…o Brasil e o mundo têm experimentado dias difíceis diante do SARS COV 2 (COVID 19), em razão de seus efeitos na saúde do nosso Povo e da repercussão econômica devastadora.   Aliás, em Araras não tem sido diferente, com a perda de inúmeras vidas preciosas e agravos ao nosso comércio, entre outros atores econômicos”.

Eles ressalvam, no entanto, que “…ao reverso do que se possa imaginar, o comércio de Araras, a despeito de diferentes matizes de informação em geral, nos mais das vezes desencontradas e vagas, depois de compreender efetivamente o que estava acontecendo, não está clamando pela abertura pura e simples de suas portas, como dantes. Não é este o nosso posicionamento!”, frisam.

O grupo diz reconhecer “atitudes louváveis e dignas”, das autoridades constituídas do município, mas argumentam que  “caso tivessem sido adotadas atitudes claras e firmes no sentido de cumprir e de fazer cumprir as normas de ordem sanitária desde o início, talvez estivéssemos de portas abertas, ainda que com restrições, instando-se o Povo a permanecer em sua casa, para sair, com responsabilidade, apenas nos casos de extrema necessidade. Da maneira como se escolheu fazer o comércio permaneceu fechado por um longo tempo e de nada isso adiantou, diante dos níveis tíbios de isolamento a que alcançamos, muito aquém do que o Estado preconizou nas fases que estabeleceu à abertura, com o povo nas ruas”.

Os lojistas dirigem-se expressamente à Câmara, pedindo que se aliem a eles para “institucionalmente, cobrar positivamente do Executivo ações efetivas no combate à epidemia, sob a ótica da prevenção e do controle do trânsito de pessoas e de veículos”.

A seguir, a pauta de reivindicações dos comerciantes que assinam o documento:

 

  • Aquisição de testes para utilização em pessoas com sintomas e que tenham convivido com quem testou positivo para a COVID 19, assim como para testagem aleatória nos locais de maior incidência;
  • Colocação, depois de treinamentos específicos, dos mais de 90 (noventa) agentes comunitários de saúde e de outros agentes da Saúde nas ruas, para que, distribuídos pelo território (norte, sul, leste, oeste e centro) possam: orientar filas, cobrar e distribuir máscaras e álcool em gel; delimitar locais e espaços; fiscalizar as empresas em geral à consecução de proteção sanitária; e, o mais importante, trabalhar permanentemente pelos bairros para orientar, cobrar e dissipar aglomerações em espaços privados e nos bens de uso comum do povo, ante a clara constatação que de nada adianta escolher como “bode expiatório” o comércio, em especial o do centro, quando em verdade as pessoas estão à deriva pelas ruas e encontros privados.
  • Colocação disciplinada e organizada, de barreiras de contenção física ao trânsito de veículos pelo Centro, nas ruas principais do comércio, com ênfase à abordagem social amistosa, sempre com o objetivo de informar e cobrar respeito às determinações normativas;
  • Entrega de mão e mão, em locais estratégicos, de um material de orientação ilustrativo e especificamente criado para ensejar noções mínimas de higiene e postura;
  • Delimitação dos locais de maior incidência de casos, para que se possa reforçar essas ações nesses locais, seja nos bairros ou nas empresas, instando lembrar que a Secretaria de Segurança detém um software desenvolvido para as ocorrências, que, por mapa de cores, pode e deve ser adaptado/usado para determinar as incidências e balizar as ações;
  • Articular, com urgência, junto aos gerentes das grandes lojas e bancos da nossa cidade, para que criem, em três dias, protocolo de contingência para o atendimento organizado de clientes que realizam pagamento de crediários, de forma a evitar que haja a aglomeração de pessoas, disso informando por escrito ao Poder Público.

 

Para Beloto, as reivindicações dos empresários são justas e convergem com indicações suas ao Poder Executivo, feitas desde 17 de março, para contribuir com alternativas de aprimoramento no enfrentamento da pandemia.

Beloto pede regulamentação detalhada de funcionamento do comércio

Nesta terça-feira, convergindo com as reivindicações dos comerciantes, Beloto protocolou a 24ª indicação ao Poder Executivo, solicitando medidas mais incisivas no combate à pandemia.

Desta vez, Beloto solicitou que a Prefeitura emita decreto com minuciosa regulamentação de operações de estabelecimentos comerciais – essenciais ou não essenciais – visando tornar mais claras, rígidas e de melhor condição de fiscalização as regras de segurança sanitária para evitar a disseminação do novo Coronavirus.

Anexo à Indicação, Beloto encaminhou à Prefeitura um exemplo elaborado e posto em prática pelo município de Camanducaia/MG. Trata-se Decreto 0125, de junho de 2020, ainda em vigor com poucas alterações.

No documento, a administração municipal de Camanducaia, que responde também pelo distrito turístico de Monte Verde, onde são fortíssimos os segmentos de comércio e serviços não-essenciais, estabelece centenas de condições claras e objetivas para funcionamento de cada tipo de estabelecimento.

No município e o distrito turístico estão funcionando, com restrições, todos os segmentos da economia privada, sob intensa fiscalização.

 “É um bom exemplo que nós estamos, respeitosamente, mas com veemência, apontando para a Prefeitura de Araras. Estamos repetindo e insistindo: é preciso uma gestão estratégica que combine ações em saúde básica e outras de controle da disseminação do vírus e nesse sentido, a Prefeitura precisa ser bastante rigorosa e específica, para evitar que cada estabelecimento, quando funcionar, o faça de forma inadequada, de difícil fiscalização, pondo em risco, no fim das contas, não só a saúde das pessoas, mas a continuidade da retomada da economia”, disse ele.