Condenado por tentar matar ex-namorada com mais de 70 facadas pede redução de pena à Justiça

Cleiton Duda dos Santos foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão pela tentativa de homicídio da ex-companheira em Taubaté (SP). De acordo com a defesa, ele quer redução da pena para até 16 anos.

O homem condenado por tentar matar com mais de 70 facadas a ex-companheira em Taubaté pediu à Justiça redução da pena. Cleiton Duda dos Santos foi condenado a 23 anos de prisão em júri popular em outubro, cerca de um ano após o crime. Ainda não há prazo para que o pedido seja analisado.

O acusado pede que a Justiça retire algumas das qualificadoras que foram incorporadas ao crime e que aumentam a pena. De acordo com a defesa, no pedido não é estipulado um novo prazo de pena, mas a expectativa é de que seja reduzida em até sete anos, passando para 16 anos de prisão.

Cleiton foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão pela tentativa de homicídio de Aline Guimarães. À época da condenação, a defesa havia afirmado que recorreria do tempo estipulado pelo júri. O pedido seguiu para a análise do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e não há prazo para que seja avaliado.

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Em nota, a defesa de Cleiton, disse que “ingressou com um pedido de apelação, pois entende que embora a condenação seja justa, a pena foi exacerbada, e aguarda que o tribunal de justiça corrija o montante de pena aplicado”.

Aline Guimarães foi esfaqueada mais de 70 vezes pelo ex-namorado em Taubaté — Foto: Arquivo Pessoal

O crime

No dia 21 de julho de 2019, Cleiton invadiu a casa da vítima por não aceitar o término do namoro. Ele agrediu a ex com mais de 70 facadas, segundo a polícia. Ela já tinha medida protetiva contra o ex-companheiro.

Dias antes do crime, ela havia enviado um áudio a uma amiga contando que tinha medo do comportamento do ex e que antes de entrar em casa observava o entorno do imóvel para se certificar que ele não estaria lá.

A vendedora foi encontrada pelos policiais desacordada e foi socorrida em estado grave. Ela ficou internada no Hospital Regional, onde ficou três dias em coma e duas semanas internada.

Os ferimentos comprometeram parte dos movimentos do lado esquerdo do corpo. Aline faz atualmente tratamento para a recuperação motora e tem inúmeras cicatrizes pelo corpo, sinais das facadas.