Confirmados 504 casos de dengue em Araras, SP

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População também colaborar para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, eliminando objetos que possam acumular água.

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou 504 casos de dengue em Araras nesta sexta-feira (14). Desse total, segundo balanço divulgado pelo setor de Endemias, 477 são autóctones (contraídos no município) e 27 importados. Além disso, outros 27 pacientes aguardam resultado de exame para diagnóstico e 280 suspeitas foram negativadas após análises clínicas.

Araras declarou situação de emergência – quando há alto risco de proliferação da doença – no dia 15 de maio, como informado pela Prefeitura, depois que a cidade atingiu 199 casos autóctones da doença.

As ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor não só da dengue, mas também do zika vírus, chikungunya e febre amarela, foram intensificadas em toda cidade e envolvem visitas rotineiras nas residências, comércios e indústrias para eliminar possíveis criadouros do inseto.

Apesar disso, também é importante – e necessário – que a população colabore diariamente na prevenção da proliferação do mosquito Aedes aegypti, com algumas ações básicas que podem ajudar a reduzir os casos de dengue.

“As pessoas precisam ser conscientes e evitar deixar qualquer material que possa acumular água exposto. O setor de endemias trabalha diariamente para evitar que os casos de dengue continuem crescendo, mas também precisamos da ajuda da população. Ninguém quer ficar doente, por isso, a dengue é um problema de todos”, ressaltou a coordenadora de endemias da Secretaria da Saúde, Luciana Cristina Coelho Bianco.

Notificação

É importante ressaltar que, em caso de confirmação da doença no Pronto-Socorro ou em hospitais particulares, o paciente deve procurar também uma unidade de saúde da rede municipal. “Somente quando o paciente procura um posto de saúde podemos realizar o exame específico e a notificação do caso. Dessa forma, nossas equipes realizam o bloqueio casa-a-casa e a nebulização da área para evitar novos casos”, ressaltou a coordenadora de endemias.

O trabalho da equipe de combate à dengue é constante durante o ano todo, mas a participação da população é fundamental para eliminar o mosquito da cidade. Durante o mês de abril, os agentes realizaram mutirões na zona leste e retiraram quase 2 toneladas de materiais que poderiam servir como criadouros das residências vistoriadas. “Pedimos a população que cuide de suas residências, evitando deixar materiais que possam acumular água e servir como criadouros”, comentou Luciana.

Tratamento da Dengue

Não existe tratamento específico contra o vírus da dengue, mas é importante que o paciente consuma líquidos para evitar a desidratação. Remédios para aliviar o desconforto dos sintomas só devem ser tomados com orientação médica, pois podem agravar a situação.

Os postos de saúde estão equipados para atender a população, em caso de necessidade de hidratação endovenosa. Além disso, a Santa Casa de Araras e a UPA (Hospital Elisa Sbrissa Franchozza) funcionam 24 horas para situações emergenciais.

A Secretaria Municipal de Saúde também disponibiliza testes rápidos para diagnósticos da dengue no Centro de Saúde 2 João Geraldo Noronha, que fica ao lado do Corpo de Bombeiros. O exame é gratuito e deve ser realizado até, no máximo, três dias após o início dos sintomas. Após esse período, o paciente deve realizar o exame de sorologia que é coletado nos postos de saúde, a partir do 7° dia do aparecimento dos sintomas.

Sintomas e evolução da doença

A dengue pode variar desde uma doença assintomática (ou seja, sem manifestação de sintomas), até quadros graves com hemorragia e choque, podendo causar morte.

Normalmente, o primeiro sintoma da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início repentino, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos e erupções cutâneas. Também é comum ocorrerem náuseas e vômitos, que resultam em perda de peso.

Nessa fase febril, é difícil diferenciar a doença de outras enfermidades. Por isso, é importante consultar um médico em caso de suspeita.

No período de diminuição ou desaparecimento da febre, a maioria dos casos evoluem para a recuperação e cura da doença. Porém, algumas situações podem evoluir para as formas mais graves da doença, apresentado os seguintes sinais de alarme:

• Dor abdominal intensa e contínua, ou dor quando o abdome é tocado
• Vômitos persistentes
• Acúmulo de líquidos
• Sangramento de mucosas (principalmente nariz e gengivas)
• Letargia (perda de sensibilidade e movimentos) ou irritabilidade
• Hipotensão postural (tontura e queda de pressão em determinadas posições)
• Hepatomegalia (aumento do fígado) maior do que 2 cm
• Aumento progressivo do hematócrito (porcentagem de glóbulos vermelhos ou hemácias no sangue)

Nos casos mais graves, esses sintomas resultam em choque, que acontece quando um volume crítico de plasma é perdido. Os sinais desse estado são pulso rápido e fraco, diminuição da pressão, extremidades frias, pele pegajosa e agitação. Alguns pacientes podem ainda apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade. O choque tem duração curta, e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas, ou à recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada.

Tratamento

Independente do estágio da doença, é preciso procurar a orientação de um médico, que pode recomendar um acompanhamento ambulatorial nos casos mais simples, até encaminhar o paciente para internação em unidade de terapia intensiva nas ocorrências mais graves.

Como não existem medicamentos específicos para combater o vírus, nos casos de menor gravidade, quando não há sinais de alarme, a recomendação é fazer repouso e ingerir bastante líquido, como água, sucos, soro caseiro ou água de coco.

Prevenção

Não existem medidas de controle específicas para o ser humano, já que não existe nenhuma vacina ou droga antiviral. Então, o único jeito de prevenir a doença é o combate ao mosquito da dengue.

Para isso, é fundamental manter o domicílio sempre limpo e atentar ao acúmulo de água em locais abertos, evitando assim a proliferação de mosquitos.

Em caso de surtos, roupas que minimizem a exposição da pele podem proteger contra as picadas do inseto, assim como mosquiteiros e telas para janelas e portas. Repelentes também podem ajudar, desde que usados conforme as instruções do rótulo.

Os inseticidas domésticos também são ótimos aliados para evitar as picadas dos mosquitos em ambientes fechados. Eles podem ser encontrados nas versões aerossol, espiral ou vaporizador.

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