CONTRAN OBRIGA TRANSPORTE DE CANA COM USO DE LONA

Novas regras para a circulação de caminhões canavieiros em rodovias estaduais, federais e estradas municipais estão em vigor desde a última quinta-feira (1º). Uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) obriga que os caminhões utilizem lonas ou telas para evitar que a carga caia.

A resolução é discutida há quatro anos e o texto foi editado em 2013 e deveria ter entrado em vigor no ano passado. Porém, entidades ligadas ao setor prorrogaram o prazo até junho deste ano e o Contran promete que não indicará nova data, sendo vigente a estabelecida desde a última quinta-feira.

O Contran informa que em todo o Brasil existem 23 mil gaiolas que transportam a carga de cana para as usinas e o novo equipamento pode ser instalado manualmente ou com método pneumático e também eletrônico. Conforme apurou Tribuna, a procura pela lona para caminhão já aumentou na cidade nas últimas semanas e o metro quadrado do produto pode ser comprado por até R$ 7.

Segundo a resolução, a fiscalização cabe à PRF (Polícia Rodoviária Federal), PRE (Polícia Rodoviária Estadual) e autoridade de trânsito de cada município, quando o veículo trafega por estradas municipais e vicinais.

A condução do treminhão deve ser feita com a carga totalmente coberta para evitar que ela caia nas vias e provoque danos – inclusive acidentes de trânsito. O transporte da carga sem a lona é uma infração “grave” e a multa é de R$ 195,23, além do motorista perder cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Cabe ainda a retenção do veículo.

Para a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), a criação da resolução é defendida pela entidade, que apoia a fiscalização e a aplicação de multa às empresas responsáveis pelo transporte da cana.

Em nota, a entidade explica que “sempre estimulou o setor sucroenergético adotar as melhores práticas na cadeia produtiva e orienta a todos seus associados atender à nova resolução”.

“A resolução trouxe importante esclarecimento sobre a obrigatoriedade de enlonamento. Sua aplicação é voltada para a cana colhida mecanicamente, ou seja, a cana picada. Para a cana colhida inteira, deve ser aplicado o regramento da amarração da carga, em que as cordas deverão ter distância máxima entre elas de 1,5m, impedindo derramamento na via”, explica nota.

Por fim, a entidade pondera que “a prorrogação do prazo para a exigência do enlonamento do transporte de cana-de-açúcar foi suficiente para superar as dificuldades técnicas em se disponibilizar tecnologias e mecanismos para realização da cobertura da carga em escala comercial”.

Fonte: Jornal Tribuna do Povo

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