Convênio entre USP e Tribunal de Justiça de SP aumenta eficiência na área jurídica

Acordo no setor de inteligência artificial prevê o desenvolvimento de ferramentas computacionais para o segmento.

Universidade de São Paulo (USP) e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo firmaram, nesta terça-feira (3), um convênio de cooperação científica e tecnológica para o desenvolvimento de ferramentas computacionais de apoio ao tratamento de dados jurídicos.

“O acordo é um marco porque coloca à disposição toda a pesquisa desenvolvida e o conhecimento acumulado pela universidade em benefício do Tribunal de Justiça e da sociedade”, salienta o reitor da USP, Vahan Agopyan.

Segundo o documento, serão apoiadas as atividades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em inteligência artificial aplicada à ciência de dados da área jurídica, com uso de algoritmos de aprendizagem de máquinas para o desenvolvimento de ferramentas computacionais na análise de documentos ou dados processuais.

Na USP, as atividades serão coordenadas pelo vice-diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, e pelo professor do Instituto de Matemática e Estatística (IME), João Eduardo Ferreira, que também ocupa o cargo de superintendente de Tecnologia da Informação da instituição de ensino.

Banco de dados

Entre os principais objetivos estão a criação de um banco de dados analítico com dados indexados a partir de documentos processuais e o desenvolvimento de uma ferramenta computacional baseada em big data para a análise de documentos e o aumento da eficiência da atividade jurisdicional.

“Essa celebração é importantíssima para que a Corte exerça sua responsabilidade social junto aos jurisdicionados e à coletividade e, também, para que a Universidade cumpra com a obrigação fundamental de se aproximar da sociedade. É uma parceria de duas das mais tradicionais instituições brasileiras que, agora, juntarão forças de trabalho e conhecimento em prol da população paulista e brasileira”, avalia o presidente do TJ, Manoel de Queiroz Pereira Calças, também professor na Faculdade de Direito da USP.

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