COVID-19: Corpo de Zé Cadeirante será sepultado nesta terça-feira em Araras, SP

Nas redes sociais, amigos se solidarizaram com a notícia.

O corpo de José Erinaldo de Jesus Martins, mais conhecido como Zé Cadeirante, de 36 anos, será sepultado na manhã de terça-feira (9), no Cemitério Municipal de Araras (SP). Ele testou positivo para Covid-19, teve uma piora rápida no estado de saúde, segundo os familiares e morreu nesta segunda-feira (8). Nas redes sociais, amigos se solidarizaram com a notícia.

Zé era atuante em causas das pessoas com deficiência e acessibilidade. Na política, se lançou como candidato a vereador duas vezes pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), chegando à suplência com 259 votos nas últimas eleições. Mário Corrochel Neto (PTB), “Bonezinho”, que disputou a Prefeitura nas últimas eleições, ficando em segundo lugar, também comentou a morte do amigo. 

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Kombi da família pegou fogo em 2018

Após perder sua VW/Kombi depois de um incêndio no mês de outubro, o senhor José Inácio Martins, de 58 anos, busca ajuda da população para poder comprar outra. Esse era o único veículo que o pai tinha para transportar seus três filhos cadeirantes, dentre eles o Zé Cadeirante, dois inclusive trabalham na FHO|Uniararas.

Depois do ocorrido, infelizmente nem com sucata a família teve um ganho e como não tinha dinheiro pra pagar um guincho, seu Inácio teve de dar o veículo ao ferro velho a troco deles remover a mesma do local.

Incêndio

Na manhã de segunda-feira (22/10) uma VW/Kombi acabou pegando fogo na Avenida Augusta Viola da Costa, na região do bairro Jardim Celina em Araras (SP). Populares que passavam pelo local no momento do incêndio ficam impressionados com a rapidez que o fogo consumiu o veículo. Ninguém se feriu. Comovidos com a situação, amigos se uniram em uma campanha de doação pra ajuda-lo a compra uma nova kombi.

Irmãos cadeirantes ganham novo veículo após ação de amigos

O esforço e a solidariedade de amigos de Araras (SP) ajudou três irmãos cadeirantes que perderam a perua que os transportava em um incêndio. Sem o veículo, eles levam horas para ir ao trabalho e voltar para casa.

Uma campanha arrecadou fundos e conseguiu comprar uma Kombi nova, que foi entregue no dia 28 de dezembro de 2018, para a família nas dependências da FHO | Fundação, pelo administrador do campus, Sérgio Luiz Theodoro.

Três horas para chegar em faculdade

O veículo ficou destruído após pegar fogo em novembro. Desde então, os irmãos Cleber Inácio, José e Matheus Martins, que têm uma doença muscular, passaram a depender do transporte público, o que causa transtornos na rotina.

Com o ônibus, só para irem à universidade onde trabalham como técnicos em informática, Cleber e José demoram quase três horas. Os irmãos eram levados na perua pelo pai José Inácio Martins, que trabalha como jardineiro na mesma universidade.

Todos iam e voltavam juntos para o trabalho, mas agora, no fim do expediente, Inácio vai embora de bicicleta e os filhos percorrem dois quilômetros até um ponto de ônibus, onde há mais opções de trajetos. A noiva de Cléber os acompanha.

Eles ainda têm que esperar por dois ônibus, já que o veículo só leva um cadeirante. “Se ônibus chega e tem outro cadeirante tem que esperar o próximo”, contou José.

Também pode ocorrer de o ônibus apresentar problemas na plataforma que leva o cadeirante até o interior do ônibus, o que causa mais demora ainda no caminho para casa. No dia da reportagem, em um ônibus a plataforma não abriu e no outro o motorista teve que forçá-la para que ela descesse.

Questionado, o serviço municipal de Transporte Coletivo de Araras (TCA) informou que todos os dias pela manhã são feitas vistorias nos ônibus e que, por alguns dias, houve problemas nas rampas por causa de um funcionário, mas ele foi afastado e o tudo foi resolvido.

Campanha

Vendo a situação da família com três cadeirantes e sem nenhuma condição de comprar outro veículo, amigos do trabalho se mobilizaram pelas redes sociais para arrecadar dinheiro.

“Dia de chuva eles tomam chuva, o ônibus é complicado, então ficamos bem sensibilizados, porque nos preocupamos com eles”, disse a auxiliar contábil Cristina Oliveira.

Eles também lançaram uma rifa que teve 2 mil números vendidos em uma semana. “A ideia sempre foi comprar a perua para suprir essa necessidade que ele tem com o transporte dos meninos. Um Natal”, comentou o administrador do campus, Sérgio Luiz Theodoro.

ÁGIL DPVAT