Cristian Cravinhos pede à Justiça redução de 149 dias da pena por trabalho na prisão

Cravinhos foi preso novamente em 2018 após se envolver em confusão em um bar, em Sorocaba (SP). Réu conseguiu, em 2017, o regime aberto pelo assassinato do casal Richthofen e perdeu após a ocorrência.

A defesa de Cristian Cravinhos pediu na Justiça a diminuição de 149 dias na pena de 41 anos e 10 meses por trabalhos prestados na prisão. Condenado pelo assassinato do casal von Richthofen, o réu estava em regime aberto desde 2017, mas voltou à penitenciária 2 de Tremembé, em 2018, por uma sentença de corrupção pela 2ª Vara Criminal de Sorocaba (SP).

Na época, ele se envolveu em uma confusão em um bar de Sorocaba, sendo denunciado por supostamente agredir uma mulher. No local, ele foi flagrado com uma munição de uso restrito e os PMs que atenderam a ocorrência declararam que Cristian chegou a oferecer dinheiro para não ser preso e não perder o regime aberto que havia conseguido meses antes.

Após o registro da ocorrência, foi analisada a participação do réu na suposta tentativa de suborno. A Justiça absolveu Cristian do crime de posse ilegal de munição de uso restrito, mas manteve a condenação por tentativa de suborno feita a policiais militares.

De faxina a manutenção de móveis

Segundo apurado, Cristian Cravinhos cumpre pena privativa de liberdade em regime fechado na Penitenciária II de Tremembé “Dr. José Augusto César Salgado”. Procurado pela reportagem, o atual advogado do réu não quis falar sobre o assunto.

De 14 de abril de 2018 a 31 de março de 2021, ele trabalhou 447 dias na unidade. Com isso, a defesa entrou com o pedido, que leva em conta a diminuição de um dia na sentença a cada três trabalhados.

Cravinhos cumpre pena desde 8 de novembro de 2002. O total, somadas as condenações em Sorocaba e do homicídio, é de 41 anos e 10 meses. Até maio, são mais de 6.600 dias na prisão.

Pelo caso Richthofen são 38 anos e 6 meses. Já pela Vara Criminal de Sorocaba são mais 4 anos e 8 meses de prisão. Na detenção, Cristian teve faltas disciplinares. Em 2004, houve desobediência a servidor, que foi considerada “grave”. Em 2008, a falta foi também desobediência, mas foi “leve”.

Já no ano de 2013, ele teria entrado em cela alheia e dificultado a vigilância, mas foi absolvido. A última foi em abril de 2018 com o crime em regime aberto.

O réu também se envolveu no trabalho interno da unidade. Segundo os registros, de 2006 a 2021 ele participou de atividades na penitenciária. Entre elas estão o apoio na faxina, manutenção, jardinagem, manuseio de estabulo, na copa, costureiro, ajudante geral e oficina de reforma de carteiras escolares.

Denúncia de suborno

Na época da nova detenção, os PMs que atenderam a ocorrência declararam que Cristian ficou apavorado ao saber que seria levado à delegacia e chegou a oferecer dinheiro para não ser preso.

Segundo a denúncia, Cravinhos teria oferecido R$ 1 mil para não ser preso e disse que o irmão, Daniel, sairia de São Paulo para entregar mais R$ 2 mil. Ele também teria cogitado vender a motocicleta e dividir o valor com os policiais. No colete de motoclube apreendido com Cristian, em Sorocaba, havia a inscrição “Raça”.

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ÁGIL DPVAT