Logística reversa ganha cada vez mais importância diante do crescimento do descarte de equipamentos eletrônicos; em Araras, a DLD Log Reversa atua na coleta e destinação desses materiais.
Aquela gaveta cheia de celulares antigos, cabos, computadores que não funcionam mais ou aparelhos eletrônicos quebrados pode esconder um problema que muita gente ainda não percebe.
Quando um equipamento deixa de ser usado, ele não deve simplesmente ser colocado no lixo comum. O descarte incorreto pode fazer com que materiais que ainda possuem valor sejam perdidos e dificultar a destinação ambientalmente adequada.
É justamente nesse cenário que entra a logística reversa, processo que permite que produtos e equipamentos que chegaram ao fim de sua vida útil retornem para uma cadeia de reaproveitamento, reciclagem ou destinação adequada.
O assunto ganhou ainda mais espaço em 2026. Recentemente, uma comissão da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que cria um programa nacional voltado à coleta, reciclagem e descarte de equipamentos eletrônicos, incluindo celulares, computadores, televisores e outros aparelhos. (Portal da Câmara dos Deputados)
O que acontece com o eletrônico depois do descarte?
Ao entregar corretamente um aparelho que não será mais utilizado, o consumidor inicia uma cadeia que vai muito além de simplesmente “jogar fora”.
De acordo com o Ministério das Comunicações, a logística reversa pode envolver etapas como reutilização, recondicionamento, reciclagem e destinação ambientalmente adequada dos materiais. (Serviços e Informações do Brasil)
Na prática, isso significa que um equipamento antigo pode ser desmontado e ter seus diferentes componentes separados. Materiais que ainda possuem possibilidade de reaproveitamento podem voltar para a cadeia produtiva, enquanto aquilo que não pode ser recuperado recebe a destinação adequada.
É um processo que ajuda a reduzir o volume de resíduos descartados de maneira irregular e também contribui para o aproveitamento de matérias-primas.
Araras já conta com pontos de coleta
Em Araras, a discussão sobre o descarte correto de eletrônicos não é nova.
A Prefeitura e a DLD Log Reversa mantêm uma parceria voltada à coleta de resíduos eletroeletrônicos. A iniciativa resultou na instalação de pontos de coleta em diferentes regiões da cidade. (Araras)
Entre os equipamentos que podem fazer parte desse tipo de descarte estão celulares, computadores, notebooks, impressoras, rádios, televisores e câmeras.
A existência desses pontos facilita a vida do morador, que não precisa guardar indefinidamente equipamentos sem utilização ou procurar alternativas para descartá-los de maneira irregular.
Por que não colocar no lixo comum?
Um dos principais problemas está justamente na mistura do lixo eletrônico com os resíduos domésticos.
Equipamentos eletrônicos possuem diferentes materiais e componentes. Quando são descartados de maneira inadequada, perde-se a possibilidade de reaproveitamento de parte desses materiais e aumenta o risco de impactos ambientais.
Além disso, muitos aparelhos ainda podem conter informações pessoais.
Por isso, antes de entregar um celular, computador ou outro equipamento eletrônico para descarte, também é importante tomar cuidados com os dados armazenados. A própria DLD informou à Prefeitura de Araras que segue procedimentos relacionados à proteção das informações pessoais presentes nos equipamentos coletados. (Araras)
O problema está crescendo
O aumento do consumo de aparelhos eletrônicos também aumenta a quantidade de equipamentos que chegam ao fim de sua vida útil.
Um exemplo recente vem do programa Samsung Recicla, que registrou crescimento de 38% no volume de resíduos eletrônicos coletados em 2025. (Samsung Global Newsroom)
Outro levantamento divulgado em 2026 apontou que mais de 12,5 mil toneladas de resíduos eletrônicos foram coletadas pela Green Eletron em 2025, o maior volume anual registrado pela entidade desde o início de sua operação. (Gazeta da Semana)
Os números ajudam a mostrar que o problema não está apenas nas grandes cidades. Ele também faz parte da rotina dos municípios e depende da participação dos consumidores.
O que você pode fazer em Araras?
A primeira atitude é simples: não colocar equipamentos eletrônicos sem uso junto com o lixo doméstico.
Celulares antigos, computadores, notebooks, impressoras, televisores, câmeras e outros equipamentos podem ser encaminhados para pontos específicos de coleta existentes no município.
A Prefeitura de Araras e a DLD Log Reversa já divulgaram diferentes locais destinados ao recebimento desses materiais, distribuídos por várias regiões da cidade. (Araras)
Antes de descartar um aparelho, também é recomendável apagar arquivos pessoais, restaurar celulares e computadores para as configurações de fábrica e retirar cartões de memória e outros dispositivos de armazenamento, quando possível.
Um problema que começa dentro de casa
O lixo eletrônico muitas vezes começa com um objeto esquecido.
Um celular antigo fica na gaveta. Um computador quebrado ocupa espaço. Uma televisão que não funciona mais permanece guardada por anos.
Quando esses equipamentos são encaminhados para o lugar correto, deixam de ser apenas um problema dentro de casa e passam a fazer parte de uma cadeia organizada de reaproveitamento e reciclagem.
Em Araras, a logística reversa já faz parte dessa estrutura. A participação da população é fundamental para que os materiais cheguem ao destino adequado e para que aquilo que ainda pode ser aproveitado não termine simplesmente no lixo comum.
A DLD Log Reversa atua nesse processo e mantém sua unidade em Araras, reforçando a importância de transformar o descarte em uma etapa de reaproveitamento e responsabilidade ambiental.



