Donos de bar são presos pela DISE após denúncia através do 181 em Limeira, SP

Os entorpecentes eram vendidos através de um “código”, que seria o nome de um espetinho específico.

Na tarde de quinta-feira (28), policiais civis da DISE – Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes de Limeira (SP), sob o comando do delegado Siddhartha Carneiro Leão, realizaram uma diligência até a Vila São Luiz, para cumprimento de mandado de busca e apreensão, visando a localização de entorpecentes e eventuais outros objetos ilícitos.

A ordem judicial foi expedida pela 1ª Vara Criminal, em razão de denúncia anônima oriunda do disque-denúncia 181, informando sobre tráfico de drogas em um estabelecimento comercial, um bar, onde os clientes pedem entorpecentes através de um “código”, que seria o nome de um espetinho específico.

Buscas no prédio

Chegando no local, os investigadores Anderson, Ricardo, Rafael e Jane, foram recepcionados por um dos proprietários do comércio, a quem foi exibido o mandado de busca e apreensão. Foi solicitado que ele acompanhasse as buscas no interior do imóvel, sendo que durante as buscas realizadas no 1º andar do prédio, que encontrava-se totalmente desocupado, somente com armários embutidos.

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Um dos policiais encontrou em um compartimento dissimulado existente em um dos armários de uma das suítes, certa quantidade de cocaína, diversas embalagens plásticas, normalmente utilizadas para fracionamento de drogas, duas balanças digitais e duas colheres pequenas com resquícios de cocaína. No gabinete da pia do banheiro da mesma suíte, foi encontrado um liquidificador e uma bacia, ambos também com resquícios de cocaína.

Sócio assumiu propriedade das drogas

Indagado sobre as drogas e todo aquele material, o comerciante disse que seriam de seu sócio, esclarecendo que tinha conhecimento de que ele “mexia”, mas que não sabia que guardava drogas lá, ou seja nesse local. Informou ainda que seu sócio residia no quarteirão de baixo, para onde os policiais se dirigiram logo em seguida, sendo recebidos no local pelo sócio, que assumiu a propriedade de toda droga e materiais encontrados no outro prédio.

“Em que peses suas alegações, não é aplausível excluir a responsabilidade de um dos sócios, que não negou ter ciência das atividades ilícitas do sócio. Além disso, a denúncia é clara no sentido de que a droga era vendida no estabelecimento através de um código e, assim sendo, não é aceitável a crença de que ele não tinha conhecimento do que ocorria em seu próprio bar”, disse Siddhartha.

Maconha e cocaína para uso próprio

Durante buscas realizadas na residência do mesmo, devidamente autorizadas por ele, foram encontradas algumas pequenas porções de maconha e uma de cocaína, que ele alegou destinar-se a uso próprio. Ainda de acordo com os investigadores, no prédio onde funciona o bar, também foi encontrada a quantia de R$ 8.668,00, que estava no interior de uma necessaire.

ÁGIL DPVAT

Os dois indivíduos passaram por exame de corpo delito, posteriormente foram conduzidos até a DISE, onde após serem ouvidos pela autoridade policial, permaneceram presos à disposição da Justiça.