Doria contraria Anvisa e mantém intervalo de 4 meses para dose de reforço

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Governador afirmou que a agência não tem poder de determinar e proibir decisões estaduais.

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou neste sábado (4) que o estado vai manter a redução no intervalo do prazo de aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19. Na quinta feira (2), o tucano havia anunciado a redução no prazo de cinco para quatro meses, mas um dia depois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu a reavaliação da decisão.

– São Paulo vai seguir orientação do Comitê Científico, que define as medidas de combate à pandemia desde o primeiro caso de Covid no estado. A Anvisa não tem poder de determinar e proibir decisões estaduais. O Supremo Tribunal Federal (STF) ratificou recentemente que cabem aos Estados definir as políticas de vacinação e de saúde – disse.

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Em nota enviada à Prefeitura de São Paulo nesta semana, a Anvisa afirmou que não tem como garantir que os “benefícios superam os riscos” se a dose de reforço for aplicada em quatro meses, independente da vacina ofertada. A agência também afirmou que os dados disponíveis ainda não são suficientes para adoção e reprodução da Anvisa.

A Anvisa alertou, ainda, que a redução generalizada do intervalo para a aplicação da dose de reforço “pode favorecer o aumento e o aparecimento de reações adversas desconhecidas”. A medida é válida para quem tomou duas doses dos imunizantes da CoronaVac, AstraZeneca ou Pfizer. No caso do imunizante da Janssen, o reforço poderá ser recebido a partir de 2 meses.

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