Empresa do interior de SP produzirá 50 milhões de testes de Covid que serão distribuídos pela OMS

Exames do tipo rápido serão enviados para países da América Latina.

Uma empresa de São Carlos (SP) foi escolhida para produzir 50 milhões de testes rápidos de Covid-19 para serem distribuídos em países da América Latina por uma ação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A produção faz parte do projeto Access to Covid-19 Tools (ACT) Accelerator que tem o intuito de ajudar a controlar a pandemia no mundo, sobretudo em países que têm dificuldades de ação devido à baixa infraestrutura.

A Wama Diagnóstica Brasil foi a única empresa brasileira a ser aprovada para a fabricação dos testes. “A gente passou por várias auditorias que provaram a capacidade e idoneidade da empresa para participar desse projeto”, afirmou a pesquisadora Ana Luisa Rubert.

A empresa deverá receber tecnologia norte-americana para modernização do processo de fabricação. “A gente vai automatizar boa parte da fábrica com esse investimento para que a gente consiga garantir a qualidade por meio da automação”, afirmou o gerente industrial, Marcos Vinicius de Sousa.

laboratório começará produzindo 500 mil testes por mês, mas o volume mensal poderá chegar a 4 milhões de exames. Países da América Latina serão beneficiados, inclusive o Brasil. Os testes estarão disponíveis no começo de 2022.

Segundo o fundador da Wama, Wagner Maricondi, o contrato tem duração de 10 anos e há a possibilidade de distribuição de outros testes, como HIV e hepatite, para países de baixa renda.

Projeto Act-Accelerator

O projeto Act-Accelerator é uma uma ação global lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em conjunto com a Comissão Europeia, e integrada por governos de 28 países, que reúne Estados, organizações de saúde, empresas e sociedade civil com o intuito de acelerar o fim da crise, apoiando o desenvolvimento e a distribuição de testes, tratamentos e vacinas.

O pilar diagnóstico do ACT-Accelerator tem como objetivo desenvolver, fabricar e fornecer um teste de alta performance que pudesse atender às necessidades dos países de baixa e média renda, onde os testes moleculares, como o RT-PCR, são caros e necessitam de estruturas complexas e profissionais qualificados.

O teste a ser desenvolvido é o de pesquisa de antígeno viral em plataforma de teste rápido que pode ser aplicado no local do atendimento ao paciente. Participaram da seleção 115 empresas de 25 países. Além da Wama diagnóstica, o Instituto Pasteur de Dakar, no Senegal, foi selecionado e deverá produzir 2,5 milhões de testes rápidos por mês para o continente africano.

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ÁGIL DPVAT