Esgotamento Mental: O Que É e Como Tratar?

O esgotamento mental é algo que ultrapassa ainda mais essa intensidade.

Todos já passaram por alguns momentos em que o cansaço chegava ao extremo, certo? O esgotamento mental é algo que ultrapassa ainda mais essa intensidade. Ele pode ser produto de trabalhos estressantes, ambientes tóxicos e falta de suporte da família e/ou grupo de amigos próximos.

Também conhecido como estafa, o esgotamento mental é uma condição desenvolvida a partir do excesso de carga de estresse e precisa ser trabalhada com bastante cuidado, pois pode levar o sujeito a desencadear um caso de depressão, por exemplo.

Quer saber mais detalhes sobre o esgotamento mental? Então continue a leitura.

O que é o esgotamento mental

O esgotamento psicológico, conhecido também como Síndrome do Esgotamento Emocional é definido pela sensação de exaustão mental e física.

Ela surge graças à sobrecarga de funções e pela dificuldade em executá-las. Por exemplo, pela pressão de atingir metas em curto prazo, falta de autonomia e de reconhecimento dos esforços, excesso de competição, desconfiança, insatisfação, infelicidade no trabalho, um chefe ou líder muito exigente e controlador, além do próprio acúmulo de tarefas.

Algumas causas vinculadas ao cansaço extremo, bem como certas características pessoais também podem aumentar de forma muito expressiva a pressão sobre alguém e as tornam mais vulneráveis ao esgotamento mental. Dentre essas causas, podemos listar algumas mais comumente presente nos casos de esgotamento mental:

  • Isolamento social
  • Dificuldade para dizer não e impor limites
  • Maternidade ou paternidade
  • Perfeccionismo
  • Ambição excessiva
  • Doenças crônicas
  • Ambiente de trabalho tóxico
  • Se culpar em excesso
  • Dificuldade para delegar
  • Sensibilidade ou empatia extrema
  • Incapacidade de relaxar
  • Tentar ser forte o tempo todo
  • Cobrar-se excessivamente, com alto nível de exigência

 

É importante lembrar que o estresse produz reações biológicas no corpo, como o aumento da liberação de cortisol. Caso o paciente esteja submetido à situação de estresse por um tempo prolongado, as mudanças podem desencadear diversos sintomas físicos e psíquicos, como dor de cabeça, fadiga, alterações no sono e no apetite, problemas de memória, aumento da irritabilidade, crises de ansiedade e choro e dificuldades de concentração, por exemplo. 

Nesse contexto, o autoconhecimento torna-se um aliado importante, pois o próprio paciente tende a ser a primeira pessoa a ser capaz de perceber o aparecimento de quaisquer sinais desse cansaço extremo.

Contudo, existe uma diferença entre burnout, depressão e esgotamento mental, ainda que seja representada em uma linha tênue. O burnout está mais direcionado ao ambiente profissional, que provoca culpa, irritabilidade e cansaço no paciente, que está intensamente insatisfeito com a sua situação profissional. 

A depressão, por outro lado, se volta para a figura geral, ampliando os sintomas acima para todos os cenários da vida do paciente. O esgotamento mental, por fim, se relaciona mais intensamente ao cansaço em todos os âmbitos da vida do sujeito.

Como tratar esse esgotamento?

O primeiro passo para o tratamento do esgotamento mental é a iniciativa por parte do paciente, que precisa querer realmente participar desse processo. Uma vez reconhecendo a necessidade de ajuda, é fundamental que sejam analisados os possíveis gatilhos relacionados às situações e ambientes estressores.

Para isso, a psicoterapia se faz necessária. Através do acompanhamento psicológico, o paciente conseguirá, pouco a pouco, identificar os comportamentos que estejam diretamente relacionados a emoções e sensações negativas. Além disso, a terapia tem como foco a inserção de comportamentos saudáveis à rotina daquele paciente, renovando o repertório comportamental.

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem extremamente indicada para o tratamento de pacientes com esgotamento mental, visto que consegue abordar essa demanda de forma bem ampla. Através das técnicas fornecidas por essa abordagem, o terapeuta conseguirá investigar as crenças centrais e intermediárias do paciente para, assim, ajudá-lo a encontrar as raízes do extremo estresse a que está submetido.

Ademais, é importante que o paciente seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por nutricionista, clínico geral, educador físico, fisioterapeuta e quaisquer outras especialidades que sejam necessárias para que o corpo biológico também esteja funcionando de forma equilibrada e saudável.

Dessa forma, encontrar uma atividade física que consiga movimentar o corpo e produzir adrenalina e endorfina também ajuda bastante no progresso do tratamento. Como o estresse se firma no desequilíbrio entre corpo e mente, ao trabalhar o corpo com atividade física e a mente com a psicoterapia, torna-se mais fácil atingir um nível de equilíbrio mental satisfatório.

É igualmente importante entender que todos precisam de momentos de descanso, que precisam estar inseridos na rotina do indivíduo. Ainda que existam diversas atividades em que o sujeito esteja comprometido durante o dia a dia, é fundamental que ele consiga dedicar algum desse tempo para distrair a sua mente e descansar. 

O descanso é responsável por potencializar a produtividade e reequilibrar a energia física e psíquica do indivíduo, que consegue ter mais força para passar pelos momentos de estresse. O lazer e o descanso são igualmente importantes. Os finais de semana, férias, feriados e tempo livre também devem ser respeitados. 

Ademais, a meditação também é uma atividade indicada para o tratamento de pacientes com esgotamento mental. Orientado por um profissional capacitado, por meio de encontros presenciais ou online, o paciente pode começar a introduzir alguns minutos de meditação na sua rotina, de forma a destinar um tempo do seu dia para relaxar e se conectar consigo mesmo. 

A yoga é uma alternativa interessante, pois ajuda o paciente a construir maior consciência corporal, além de potencializar a concentração e, consequentemente, ajudar no aspecto cognitivo e físico.

Por fim, o grupo de apoio, composto por familiares, amigos e pessoas que estejam comprometidas com o bem-estar do paciente, é um diferencial no tratamento. Ao entender a importância do tratamento, o grupo de apoio, deve inserir o paciente em ambientes repletos de acolhimento e positividade, distanciando-o de agentes estressores. 

O esgotamento mental não é uma sentença fatal, mas, para passar por ele de uma forma mais saudável e menos dolorosa, é preciso aceitar e entender que o paciente precisa de ajuda. O acompanhamento psicoterapêutico é essencial para que o indivíduo consiga construir um repertório comportamental mais adequado às situações que vivencia, diminuindo ao máximo a carga de estresse absorvida por ele. 

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