Estudante condenado por matar dentista na porta de boate se entrega à polícia

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Gabriel Navarro, de 24 anos, cumprirá cinco anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto. Após negar cigarro, dentista foi agredido com soco, caiu e sofreu traumatismo craniano.

O estudante condenado pela morte de um dentista durante uma confusão na porta de uma boate de Ribeirão Preto (SP), em novembro de 2014, se entregou à Polícia Civil nesta quinta-feira (3) para cumprir a pena de cinco anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto.

Gabriel Navarro, de 24 anos, estava em liberdade desde abril de 2016, quando obteve um habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A 10ª Câmara de Direito Criminal também reduziu a pena dada em primeira instância, que era de nove anos de prisão.

O advogado Ariovaldo Moreira disse que Navarro não teve a intenção de matar o dentista e se entregou porque não há mais recurso possível nesse caso. Ele está na cadeia de Santa Ernestina (SP) e deve ser transferido a um presídio, mas poderá trabalhar durante o dia.

A vítima, o dentista João Paulo de Moraes Camilo, foi agredido com um soco na madrugada de 2 de novembro de 2014, após negar um cigarro a Navarro. Camilo caiu, bateu a cabeça no chão, sofreu traumatismo craniano e morreu após sete dias hospitalizado em coma.

Testemunhas contaram que Navarro chegou à casa noturna em um táxi, acompanhado da namorada, e estava visivelmente embriagado. O estudante teria sido proibido de entrar na boate porque usava bermuda. Após esse episódio, ele passou a ofender as pessoas.

A todo o momento, ainda segundo relato das testemunhas, Navarro pedia por cigarros. Após dar um soco em Camilo, o estudante fugiu do local, mas voltou em seguida, negando que houvesse agredido alguém. Ele se apresentou à Polícia Civil em 14 de novembro.

Navarro sempre negou todas as acusações, afirmando que agiu em legítima defesa porque teria sido xingado por Camilo e outros três amigos dele. O estudante disse ainda que durante a confusão acabou empurrando o dentista, que caiu e bateu a cabeça no chão.

A sentença em primeira instância ocorreu em abril de 2016. A 2ª Vara Criminal de Ribeirão Preto condenou o estudante a nove anos de prisão em regime fechado por lesão corporal seguida de morte. Não encontrado em casa, ele chegou a ser dado como foragido.

Em abril de 2016, a 10ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP, a mesma que garantiu o primeiro habeas corpus no início do processo, acatou um novo pedido da defesa e revogou a prisão de Navarro, que permaneceu em liberdade até então.

No ano seguinte, em novembro de 2017, o TJ-SP reduziu a pena para cinco anos e 10 meses de prisão em regime semiaberto. Após o julgamento dos embargos ingressados pela defesa, o mandado de prisão contra Navarro foi expedido na última terça-feira (1º).